Rejeição ao governo Bolsonaro alcança 48%, maior nível em 9 meses, diz pesquisa XP/Ipespe

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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a experimentar uma piora em seus níveis de aprovação junto ao eleitorado na última semana de março, período marcado pelo recrudescimento da pandemia de Covid-19 no Brasil e pela troca no comando de seis ministérios, do Exército, da Marinha e da Aeronáutica.

De acordo com a nova rodada da pesquisa XP/Ipespe, realizada na última semana de março, o grupo de brasileiros que julgam a atual administração como ótima ou boa agora soma 27% do eleitorado, 3 pontos percentuais a menos do que 20 dias atrás. Em cinco meses, os eleitores simpáticos ao governo diminuíram 12 pontos percentuais e estão no menor nível em dez meses.

Chegou a 48% o grupo dos que consideram o governo Bolsonaro ruim ou péssimo – alta também de 3 pontos percentuais em 20 dias, e salto acumulado de 17 pontos em cinco meses. Trata-se do maior nível desde junho de 2020 e a maior distância entre críticos e apoiadores do atual governo desde maio daquele ano.

De acordo com a pesquisa, oscilou de 61% para 58% o grupo dos que a consideram ruim ou péssima, e passou de 18% para 21% os que dizem avaliá-la como boa ou ótima. Ainda assim, os novos índices só não são piores do que os registrados na última edição.

Popularidade de Bolsonaro cai em todas as regiões

Segundo a pesquisa, a piora no painel para o presidente ocorreu em todas as regiões do país, e sobretudo entre eleitores de capitais (de 51% para 60%), mulheres (de 49% para 53%), com idade entre 35 e 54 anos (de 45% para 50%) e renda familiar mensal de até 2 salários mínimos (de 46% para 50%).

A pesquisa XP/Ipespe obteve 1.000 entrevistas telefônicas de abrangência nacional, a margem máxima de erro do levantamento é de 3,2 pontos percentuais para cima ou para baixo.

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