Quais doenças entram como prioridade na vacinação de covid-19?

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O Brasil chegou nesta quarta-feira, 2, à marca de aproximadamente 47 milhões de pessoas que receberam ao menos uma dose da vacina contra a covid-19, representando 22,21% da população total do país.

Seguindo o Plano Nacional de Vacinação (PNI), as cidades seguem a vacinação priorizando alguns grupos que constam na lista, sendo uma deles o das pessoas que apresentam comorbidades. Mas você sabe quais doenças entram na lista de comorbidades para a vacina de covid-19? Se a resposta for não, confira abaixo a lista completa:

Diabetes mellitus – Qualquer indivíduo com diabetes

Pneumopatias crônicas graves – Indivíduos com pneumopatias graves incluindo doença pulmonar obstrutiva crônica, fibrose cística, fibroses pulmonares, pneumoconioses, displasia broncopulmonar e asma grave (uso recorrente de corticóides sistêmicos, internação prévia por crise asmática).

Hipertensão arterial resistente (HAR) – Quando a pressão arterial (PA) permanece acima das metas recomendadas com o uso de anti-hipertensivos, administradas com frequência, dosagem apropriada e comprovada adesão ou PA controlada.

Hipertensão arterial estágios 1 e 2 com lesão em órgão-alvo e/ou comorbidade PA – sistólica entre 140 e 179mmHg e/ou diastólica entre 90 e 109mmHg na presença de lesão em órgão-alvo e/ou comorbidade

Hipertensão arterial estágio 3 – PA sistólica 180mmHg e/ou diastólica 110mmHg ≥ independente da presença de lesão em órgão-alvo (LOA) ou comorbidade.

Doenças cardiovasculares

Insuficiência cardíaca (IC) – IC com fração de ejeção reduzida, intermediária ou preservada; em estágios B, C, ou D, independente de classe funcional de NEW York Heart Association

Cor-pulmonale e hipertensão pulmonar – Cor-pulmonale crônico, hipertensão pulmonar primária ou secundária.

Cardiopatia herpensiva – Cardiopatia hipertensiva (hipertrofia ventricular esquerda ou dilatação, sobrecarga atrial e ventricular, disfunção diastólica e/ou sistólica, lesões em outros órgãos-alvo).

Síndromes coronariaras – Síndromes coronarianas crônicas (Angina Pectoris estável, cardiopatia isquêmica, pós Infarto Agudo do Miocárdio, outras).

Valvopatias – Lesões valvares com repercussão hemodinâmica ou sintomática ou com comprometimento miocárdico (estenose ou insuficiência aórtica; estenose ou insuficiência mitral; estenose ou insuficiência pulmonar; estenose ou insuficiência tricúspide, e outras).

Miocardiopatias e pericardiopatias – Miocardiopatias de quaisquer etiologias ou fenótipos; pericardite crônica; cardiopatia reumática.

Doenças da aorta, dos grandes vasos e fístulas arteriovenosas – Aneurismas, dissecções, hematomas da aorta e demais grandes vasos.

Arritmias cardíacas – Arritmias cardíacas com importância clínica e/ou cardiopatia associada (fibrilação e flutter atriais; e outras).

Cardiopatias congênita no adulto – Cardiopatias congênitas com repercussão hemodinâmica, crises hipoxêmicas; insuficiência cardíaca; arritmias; comprometimento miocárdico.

Próteses valvares e dispositivos cardíacos implantados – Portadores de próteses valvares biológicas ou mecânicas; e dispositivos cardíacos implantados (marca-passos, cardio desfibriladores, ressincronizadores, assistência circulatória de média e longa permanência).

Doença cerebrovascular – Acidente vascular cerebral isquêmico ou hemorrágico; ataque isquêmico transitório; demência vascular)doenças neurológicas crônicas que impactem na função respiratória, indivíduos com paralisia cerebral, esclerose múltipla, e condições similares; doenças hereditárias e degenerativas do sistema nervoso ou muscular; deficiência neurológica grave.

Doença renal crônica – Doença renal crônica estágio 3 ou mais (taxa de filtração glomerular < 60 ml/min/1,73 m2) e/ou síndrome nefrótica.

Imunossuprimidos – Indivíduos transplantados de órgão sólido ou de medula óssea; pessoas vivendo com HIV; doenças reumáticas imunomediadas sistêmicas em atividade e em uso de dose de prednisona ou equivalente >0mg/dia ou recebendo pulsoterapia com corticóide e/ou ciclofosfamida; demais indivíduos em uso de imonossupressores ou com imonodeficiências primárias; pacientes oncológicos que realizaram tratamento quimioterápico ou radioterápico nos últimos 6 meses; neoplasias hematológicas.

Hemoglobinopatias graves – Doença falciforme e talassemia maior

Obesidade mórbida – Índice de massa corpórea (IMC) ≥ 40

Síndrome de Down – Trissomia do cromossomo 21

Cirrose hepática – Cirrose hepática Child-Pugh A, B ou C

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