Procuradoria-Geral da República diz que não houve falta de ação do governo para compra de vacinas

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Augusto Aras procurador-geral da República, , afirma que o governo de Jair Bolsonaro não foi omisso na compra de vacinas contra a Covid-19.

A constatação foi feita em manifestação apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF)  para responder a uma ação movida pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que pede a compra de doses para campanha de imunização em massa.

O procurador-geral declarou que “não se tem o alegado quadro de inação” do governo federal e citou os contratos para aquisição de quatro vacinas: da AstraZeneca, CoronaVac, da Janssen e da Pfizer.

Aras afirma que “o quadro atual demonstra o incremento gradual da oferta de imunizantes e, consequentemente, do quantitativo de pessoas vacinadas, a confirmar a ausência da alegada inação a justificar a intervenção excepcional do Judiciário”.

Para a Procuradoria-Geral da República (PGR), “na conjuntura atual, e pelos motivos expostos, imposição judicial nesse campo parece mais prejudicial que benéfica”.

Na ação apresentada em março, a OAB pede que o Supremo obrigue o presidente Jair Bolsonaro a adquirir vacinas suficientes para a imunização em massa da população brasileira contra a Covid-19.

O relator do caso é o ministro Ricardo Lewandowski. Até agora, pouco mais de 12% dos brasileiros estão com esquema completo de imunização contra o coronavírus – ou seja, já receberam duas doses ou dose única de vacina.