Prefeitura produz e distribui gratuitamente mais de 500 mil refeições no primeiro semestre de 2022

Milhares de pessoas têm sido beneficiadas pelas políticas públicas de segurança alimentar e nutricional adotadas pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) da Prefeitura de João Pessoa. Nesse primeiro semestre de 2022 foram produzidas e distribuídas mais de 500 mil refeições por meio dos Restaurantes Populares e Cozinhas Comunitárias, além de produções extras atendendo a situações emergenciais. De acordo com a Coordenadora Geral de San/Dessan, Deizyanne Oliveira, a média é de 90 mil pessoas beneficiadas a cada mês.

De acordo com o relatório da Coordenação de Segurança Alimentar e Nutricional da Sedes, só nos Restaurantes Populares, localizados nos bairros de Mangabeira e Varadouro, juntos produziram e distribuíram 349.250 refeições, de janeiro a junho de 2022.

“As ações de segurança alimentar e nutricional nos Restaurantes Populares faz a diferença e tem um grande alcance social levando em conta que o valor pago pela população é simbólico, apenas um R$ 1,00”, ressaltou Dorgival Vilar, secretário da Sedes.

Já nas seis Cozinhas Comunitárias foram servidas 189.525 refeições nesse primeiro semestre do ano, gratuitamente, beneficiando famílias compostas, em sua maioria, por idosos, grávidas, pessoas com deficiência, lactantes, crianças e trabalhadores desempregados. “Disponibilizamos comida na mesa para famílias inteiras, muitas em alto grau de vulnerabilidade social, referenciadas pelos Centros de Referência da Assistência Social (Cras), Unidades de Saúde da Família (USFs), além de demanda espontânea”, observou.

O Programa de Cozinhas Comunitárias atende a população dos bairros de Gervásio Maia, Jardim Veneza, Novais, Taipa, Comunidades Bela Vista e Timbó, onde estão instaladas as cozinhas, bem como os moradores dos bairros adjacentes. De acordo com a coordenadora Deisyanne Oliveira, nas cozinhas, além das refeições diárias, a população também tem acesso a orientações sobre educação alimentar e nutricional voltada para o público atendido, incluindo informações sobre a manipulação e aproveitamento integral dos alimentos e cursos profissionalizantes e capacitações.

Extras – Além das refeições nos Restaurantes e Cozinhas Comunitárias da Sedes, também foram produzidas mais de 3.660 refeições para atender situações emergenciais como aos desabrigados das chuvas alojados em abrigos no Vale das Palmeiras, em Gramame e Castelo Branco, bem como para os moradores da Comunidade Dubai. O atendimento transcorreu em todo o período em que as famílias estiveram nos abrigos provisórios da Prefeitura ou em situações emergenciais.

Fazendo a diferença – A alimentação distribuída gratuitamente pela Prefeitura de João Pessoa auxilia na rotina e economia doméstica de diversas famílias. É o caso de Marta Galdino da Silva, moradora do Conjunto Vieira Diniz, que todos os dias almoça na Cozinha Comunitária do Jardim Veneza e leva pra casa quentinhas para os três filhos de 13, 15 e 18 anos de idade. Ela conta que sua renda mensal vem do auxílio que recebe para seu filho mais velho que tem distúrbios mentais.

“É uma benção. A alimentação auxilia bastante na nossa rotina porque com o beneficio recebido do governo compro a medicação do meu filho e pago aluguel, alimentação, água, luz, gás. Sou sozinha e não tenho como trabalhar fora porque não tenho com quem deixar meu filho”.

Paulino Marinho da Silva, aos 61 anos vive de amparo social devido a uma série de problemas de saúde. Ele também frequenta a Cozinha Comunitária do Jardim Veneza. “Faz mais de um ano que venho aqui. A comida é boa e contribui para reduzir minhas despesas mensais. Eu gasto muito com medicação e como moro na casa da minha sobrinha ajudo nas despesas com os seus cinco filhos. Esse serviço favorece muitas pessoas carentes. É uma utilidade pública”.

As Cozinhas Comunitárias e os Restaurantes Populares geridos pela Prefeitura, distribuem alimentação a partir de um cardápio acompanhado por nutricionista. Além do almoço também oferece suco, frutas e sobremesa aos usuários diariamente.

Segundo Ivoneide de Araújo, diretora de Segurança Alimentar e Nutricional da Sedes, o cadastro do usuário pode ser feito a partir de demanda espontânea ou por meio da ação dos agentes de saúde. “Os agentes identificam famílias que necessitam de apoio nutricional e estejam em situação de vulnerabilidade social e é feita uma visita social a residência para se conhecer a realidade e verificar se a pessoa ou a família atende aos critérios do programa”, revelou.