Patrimônios declarados por candidatos à Justiça Eleitoral, na Paraíba, parecem fazer ‘piada’ com eleitorado

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Foto: Reprodução

Um levantamento feito pelo G1, com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), escancara o que boa parte das pessoas já sabia: as declarações de bens apresentadas por candidatos à Justiça Eleitoral, em períodos de campanha, estão longe da realidade.

Conforme os dados, 84 candidatos da Paraíba este ano doaram para as próprias campanhas valores mais elevados do que declaram ter em patrimônio, junto à Justiça Eleitoral. Deles, 81 declaram não ter qualquer patrimônio, apesar de terem colocado dinheiro na própria campanha.

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E a resolução 23.609 de 2019, do TSE, é clara. Ela exige dos candidatos uma “relação atual de bens” (imóveis e aplicações financeiras) no momento do registro de candidaturas.

Em alguns casos, os candidatos alegam que os recursos doados são fruto de empréstimos bancários, feitos às vésperas do pleito. É possível, claro, que em um ou outro caso isso tenha ocorrido.

Mas o fato é que o patrimônio declarado por boa parte dos que concorrem nem de longe parece corresponder ao mundo real. É comum, por exemplo, encontrar vereadores e prefeitos exibindo carros de luxo, residindo em imóveis caros e esbanjando dinheiro em viagens ao exterior.

Mas, nessa época, todos ‘empobrecem’ rapidamente perante a Justiça Eleitoral e declaram bens irrisórios. De duas, uma: ou ocultam os bens que possuem, em nome de terceiros, ou fazem uma grande ‘piada’ de mau gosto com o eleitorado.

Com Jornal da Paraíba