Tovar nega briga com irmão de Romero e afirma que perda de Rômulo Gouveia foi primeiro obstáculo das oposições em 2018

tovarFoto: Ascom

Diante de rumores de que tenha ocorrido uma disputa interna entre Tovar (PSDB) e Moacir Rodrigues (PSL), na corrida rumo à Assembleia Legislativa da Paraíba, o tucano, em entrevista, negou a informação e disse não ter havido “nenhuma rusga” entre os dois. Moacir é irmão do prefeito Romero Rodrigues (PSDB) e os boatos de disputa se espalharam pelos bastidores da política em Campina Grande.

“Eu não tive com Moacir uma única rusga a campanha inteira. Na última passeata que nós tivemos no bairro da Glória, estávamos um do lado do outro conversando, dando risadas. Na quarta, antes da eleição estive na casa de Romero conversando sobre a campanha de Tovar e Moacir pra que não chegasse no final e tivesse alguma briga entre os dois, porque são aqueles últimos dias em que a militância começa a se estimular e procurar uma briga”, iniciou Tovar.

Segundo Tovar houve uma “divisão da Prefeitura, era natural, e era mais pró Moacir, porque ele era irmão de Romero”. Mas ele frisou que em todas as grandes reuniões que a Prefeitura realizou ele foi convidado. “O clima não era tão bom, mas eu era chamado, participei, falei. Moacir também, tudo dentro dos conformes”, finalizou.

Tovar também avaliou a derrota do grupo PV/PSDB/PSD ao Governo do Estado, em 1º turno. Logo de início, lamentou a perda do deputado federal Rômulo Gouveia, que presidia o PSD, no último mês de maio. Este seria, segundo Tovar, o primeiro obstáculo enfrentado pelo grupo neste ano de eleição.

“A perda de Rômulo foi uma perda muito grande dentro do grupo”, disse Tovar avaliando que Rômulo fazia as articulações melhor do que qualquer um e que foi uma importante perda na Câmara Federal.

Outro problema que contribuiu com o mau desempenho do grupo, segundo o deputado, teria sido a quebra das oposições com a candidatura de José Maranhão (MDB) e depois a de Lucélio Cartaxo(PV). “Foi a identificação do eleitor com a chapa”, concluiu. “Por não concordar com a chapa de Lucélio, e também não queria votar em João, as pessoas votavam em Maranhão”.

Ele também lamentou a derrota de dois grandes nomes do grupo, no último domingo (07): Renato Gadelha (PSC) e Bruno Cunha Lima (Solidariedade), “que defendiam Campina Grande” na Assembleia Legislativa da Paraíba. Ele afirmou que teve pouco apoio político em Campina, mas venceu pelo apoio de amigos.

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