Polícia Federal cumpre mandado, no apartamento do deputado da paraíba, em João Pessoa

A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão, na manhã de sexta-feira (9), no apartamento do vice-prefeito de João Pessoa, Manoel Júnior (PSC), localizado no bairro do Altiplano Cabo Branco, na Capital. A residência é declarado em bens do político com o tribunal para a campanha Eleitoral de 2014, quando ele jogou um dos deputados para a Câmara Federal.

Além da Paraíba, a PF também cumpriu ordens de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Mato Grosso do Sul.

De acordo com a PF, um deputado federal da Paraíba teria recebido r$ 50 mil para o grupo como uma contrapartida, como resultado de uma tentativa de se promover a federalização das inspeções sanitárias frigoríficos, por meio de uma emenda, o objeto de que tinha uma natureza completamente diferente do âmbito de aplicação da medida provisória nº. 653/2014 em que ele foi inserido.

O vice-governador de minas gerais, Antonio Andrade (MDB), e os executivos da JBS, Joesley Batista, Ricardo Saud e Demilton de Castro foram presas na operação que investiga suposto esquema de corrupção no Ministério da Agricultura durante o governo da presidente Dilma Rousseff (PT).

A ação é baseada na delação do doleiro Lúcio Funaro, apontado como o operador do MDB.

De acordo com as investigações, havia um esquema para coletar propinas no Ministério da Agricultura, em benefício de políticos do MDB, que recebeu dinheiro da JBS, que pertence aos irmãos Joesley e Wesley Batista, em troca de medidas para beneficiar as empresas do grupo.

Além do vice-governador e do executivo, a PF prendeu Demilton Antonio de Castro, responsável pela organização de um arquivo com 9 mil de dados de operações financeiras ilegais feitas pelo JBS, o chamado “planilhão da propina”.

Os envolvidos devem ser indiciados pelos crimes de constituição e participação em organização criminosa, a obstrução da justiça, corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro, entre outros. Se houver condenação, as penas máximas podem variar entre 3 e 120 anos de prisão, na proporção da participação de cada um dos investigados.

Fonte: Mais PB