OPERAÇÃO CARTOLA: três jogos do Paraibano 2018 estão sob suspeita da polícia

Polícia Civil (PC) anunciou ao Fantástico, em reportagem exibida neste domingo (15), que existem provas de compra de resultados em jogos do Campeonato Paraibano 2018 e que dirigentes de clubes, árbitros e comissão de arbitragem participaram desse esquema de manipulação. O título do estadual 2018 foi conquistado pelo Botafogo-PB.

Segundo a reportagem, pelo menos dez dirigentes de clubes paraibanos estão sendo investigados por participarem ativamente das manipulações dos resultados. A reportagem entrevistou os cinco árbitros que denunciaram o esquema. Além dos árbitros também foram entrevistados policiais que participam da Operação Cartola, que teve início há seis meses, mas que só foi deflagrada após o fim do campeonato para permitir que os policiais conseguissem mapear melhor toda a estrutura do esquema de manipulação.

A reportagem mostrou episódios onde os jogos teriam sido manipulados para favorecerem o Botafogo-PB. O primeiro jogo a ser exibido foi o confronto foi um confronto contra o CSP na primeira rodada do campeonato e que a diretoria do botafogo teria pressionado a comissão de árbitros para que um comportamento antidesportivo da torcida do alvinegro fosse omitido nos altos do jogo evitando uma punição para o clube.

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Em entrevista ao repórter Maurício Ferraz, do Fantástico, o delegado Lucas Sá, da Delegacia de Falsificação e Defraudação – que está à frente das investigações -, revelou três jogos que estão sob suspeita na edição deste ano do estadual. O restante segue sob sigilo para não atrapalhar o trabalho da polícia.

A Polícia Civil encabeça as investigações ao lado do Ministério Público e através do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco). Quem trabalha ao lado do delegado Lucas Sá é o também delegado Marco Paulo Vilela, da Superintendência da Polícia Civil na Região Metropolitana de João Pessoa. É ele quem explica o motivo de a operação ter sido deflagrada só agora, mesmo as investigações tendo sido iniciadas há seis meses.

Segundo os delegados, a investigação começou depois que cinco árbitros resolveram denunciar tudo à Polícia e ao Ministério Público. Dois deles gravaram com a equipe do Fantástico, mas, como são testemunhas, não mostraram seus rostos e vão ter suas identidades preservadas.

Segundo as duas testemunhas, o árbitro escolhido recebia propina para garantir a vitória do time corrupto no campeonato.

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