Impasse sobre resultado do concurso da UEPB continua

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Ainda não há uma solução para o impasse sobre o concurso da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). Candidatos que se sentiram prejudicados entraram na Justiça e conseguiram suspender temporariamente o resultado. A suspensão foi divulgada na última sexta-feira (07), movida movida pela candidata Caroline Albuquerque.

Caroline afirma que a confusão se iniciou a partir do uso do pseudônimo na prova de redação. “Foi com o uso do pseudônimo na redação do concurso que começou a confusão. Houve uma eliminação incorreta e também um resultado preliminar em que as pessoas foram aprovadas e em seguida reprovadas sem chances de recurso. Diante da eliminação, essas pessoas, inclusive eu, fomos em busca dos nossos direitos, interpretamos mandados de segurança, corremos atrás administrativamente da solução do problema”, disse.

Herick Adão, que foi aprovado no concurso, falou sobre a expectativa de tomar posse. O ato estava marcada para o dia 23 deste mês. O candidato já está de aviso prévio no atual emprego e com os exames médicos realizados. “Estava no aguardo, até porque tinha entregue os exames médicos, a conta bancária e toda documentação solicitada, inclusive a data da posse foi divulgada para o dia 23, então não esperava a suspensão”, relatou.

O advogado Bruno Régis, contratado para defender os demais candidatos que se sentiram prejudicados, explica o que levou os mesmos a lhe acionarem. “No primeiro resultado existia uma lista de aprovados e havia um prazo para recurso, porém no resultado final a nota da redação de alguns estava zerada, e nesse resultado final não havia mais prazo para recurso. Se você tem uma modificação do resultado e não há prazo para recurso, obviamente que essas pessoas procuraram a Justiça, como também procuraram a Cpcom e a UEPB. No edital fala que a cada resultado deverá ser aberto prazo para recurso”, enfatiza Bruno.

De acordo com a UEPB, o concurso foi realizado em conformidade com as melhores práticas, mas não cabe comentar decisão judicial e sim cumpri-las. A Universidade ainda garante que buscará caminhos jurídicos uma vez que o caso envolve o interesse da instituição e de 197 pessoas que foram classificadas.

Redação com informações da TV Correio

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