Greve geral paralisa a Argentina e cancela voos no Brasil

2018 09 25t112149z 454305731 rc13f0605d50 rtrmadp 3 argentina strike 1Aeroporto em Buenos Aires fica vazio em decorrência da quarta greve contra as medidas econômicas adotadas pelo governo de Mauricio Macri na Argentina (Marcos Brindicci/Reuters)

A greve geral que paralisa a Argentina nesta terça-feira (25), está afetando as operações nos aeroportos nacionais e internacionais.

Os voos que têm a Argentina como destino, bem como aqueles que saem do país, foram cancelados. Os passageiros afetados devem entrar em contato com as companhias aéreas para tomar providências sobre suas viagens.

A Aerolíneas Argentinas (AA), por exemplo, informou o cancelamento de todos os voos em razão da paralisação. Aéreas como Latam e Gol também fizeram o mesmo.

A Azul informa que os voos AD8762 (Belo Horizonte-Buenos Aires), AD8763 (Buenos Aires-Belo Horizonte), AD8754 (Porto Alegre-Rosário) e AD8755 (Rosário- Porto Alegre) desta terça foram afetados pela paralisação e cancelados.

De acordo com a Latam, os passageiros que tenham adquirido bilhetes para esse dia podem reprogramar os voos por meio do aplicativo LATAM, seção “Minhas Viagens”, no site, seção Altere sua viagem ou Minhas Viagens, em agências de viagem, se esse for o caso, nas unidades da LATAM Travel ou pela Central de Vendas, Fidelidade e Serviços: nos telefones 4002-5700 (capitais do Brasil) e 0300 570 5700 (todo o Brasil).

A Gol lembra que os passageiros afetados pelos cancelamentos poderão procurar a companhia para remarcar suas viagens, sem a cobrança de taxas e de acordo com a disponibilidade. Ou ainda, solicitar reembolso ou crédito integral de suas passagens, pelos canais de atendimento: site (www.voegol.com.br), aplicativo ou pelo telefone da Central de Atendimento 0300 115 2121 e 0800 704 0465.

A Azul disse estar prestando a assistência aos clientes afetados por essa greve, que podem reagendar seus bilhetes sem cobrança extra ou solicitar o reembolso da passagem.

Greve geral

A greve geral foi convocada pelas maiores centrais sindicais da Argentina, que vive o caos econômico. A inflação deve superar 40% em 2018, o Produto Interno Bruto (PIB) foi calculado em -2,4% para o fim do ano, o desemprego teve alta de 9,6% e o peso argentino já perdeu 50 por cento de valor até agora. Além dos aeroportos, estão paralisados também os serviços de transporte público, bancos, escolas e também hospitais.

Essa paralisação acontece no dia em que o presidente da Argentina, Mauricio Macri, fala sobre a situação do país na Assembleia Geral da ONU, que acontece em Nova York (Estados Unidos). Em junho, Macri assinou um acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) no valor de 50 bilhões de dólares, mas agora negocia um novo acordo com a entidade.

Ainda nesta terça, o presidente do Banco Central argentino, Luis Caputo, renunciou ao cargo, alegando “motivos pessoais”.

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Da Redação Paraíba Debate com Revista Exame e agências internacionais