Bolsonaro diz que se pudesse vetaria o aumento dos magistrados “dar exemplo”

brasil bolsonaro congresso 20181106 006Cleia Viana

O presidente eleito Jair bolsonaro disse que, se eu fosse o presidente, Michel Temer, vetaria o reajuste de 16% no salário dos juízes e o Procurador-Geral da República, com base na Lei de Responsabilidade Fiscal.

A afirmação foi feita hoje (10), em entrevista à rede Record de Televisão, e a gravação foi postada nas redes sociais de bolsonaro.

Perguntado por um repórter, o futuro presidente disse que se a decisão em suas mãos, vetaria a aumentar.

“Agora, está nas mãos do presidente do Medo, eu não sou o presidente Medo, mas se fosse, eu acho que você sabe o que seria minha decisão. Não tem outro caminho, no meu entendimento, até a questão de dar um exemplo. Eu disse antes da votação que é inapropriado, o momento não é para discutir esse assunto. O brasil está em uma situação difícil, a gente não suporta mais, mas a decisão não é para mim. Está nas mãos de Medo. Eu, por agora, eu sou apenas o presidente eleito”, disse ele.

Jair bolsonaro voltou a dizer que o SUPREMO tribunal federal “é a classe que mais você ganha no Brasil, o melhor aquinhoada”, e que o reajuste do salário dificulta o discurso em favor da reforma da Previdência. “E complica para nós quando estamos falando de uma reforma da Previdência, onde você vai tirar alguma coisa de pobre, você aceitar um reajuste como esta”, disse ele.

O presidente eleito descartar a possibilidade de o Congresso votar, este ano, uma emenda constitucional para alterar o plano de Pensões, o que exigiria a suspensão da intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro.

Bolsonaro negou que vá para o uso de Pensões de reforma apresentada pelo Medo e observou que ele recebeu propostas de alterações na legislação, sub, que já foi apresentado em Congresso, mas que só deve apresentar uma proposta quando você assumir o mandato.

“Se nós bancarmos uma proposta e estamos derrotados [este ano], você abre a oportunidade para a velha política de vir para cima de nós. (…) Eu tenho que começar o próximo ano com a nossa proposta, e para convencer os deputados e senadores para votar a nossa proposta. E tem de o ser, de modo gradual, não pode querer resolver de uma hora para outra esses problemas”, disse ele.

Em outro momento da entrevista, o presidente eleito disse que as mudanças nas regras de aposentadoria devem respeitar os direitos adquiridos dos trabalhadores.

“Nós temos compromisso, temos o contrato, o povo começou a trabalhar lá, ou já trabalhou, tinha um contrato, e você tem que cumpri-los, caso contrário, você perde a sua credibilidade”, disse ele.

Sobre a questão de impostos, disse que orientou sua equipe econômica para aumentar a receita sem aumentar os impostos. Disse, ainda, que vai buscar uma maior abertura do comércio para o país, como forma de estimular a economia.

“A situação é crítica. Eu apelo a todos. Nós não queremos que o Brasil se tornar um Grécia [que recentemente enfrentou uma grave crise econômica]. E a tendência, se nada for feito, e nós não temos a cooperação de todos, sem exceção, nós chegamos a este ponto”, disse ele.