Acompanhante do Isea transfere irmã para a FAP e denunciará descaso ao MP

Imagem: Blog Helder Moura

Depois de chamar a atenção do prefeito de Campina Grande, o secretário de Saúde e o diretor do Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (Isea) com um post denúncia no Facebook, Janssy Lorrayne transferiu a irmã parturiente para na Fundação Assistencial da Paraíba (FAP), onde teve o bebê. Ela denunciará o Isea ao Ministério Público.

imagem17-05-2018-20-05-01Imagem: print do post

Na extensa e detalhada denúncia, que teve quase 400 compartilhamentos, ela relata todo o percurso de quatro dias de espera no Isea, sem o atendimento devido, de acordo com Janssy. No post original, ela contou todo o desconforto sofrido no hospital, postou fotos de quartos, banheiros e equipamentos comprometidos com a falta de manutenção e higiene.

“A mesma (irmã dela) implorou na tarde do sábado, dia 12/05/2018, para ir para casa. Às 15h30, ela saía do Isea, mas eu não a levei para casa. Procurei algo melhor para ela e achei a FAP, um pedacinho do céu em Campina Grande para as gestantes, parturientes e bebês”, declarou.

As duas foram atendidas de imediato e com total assistência, macas e batas limpas. “O ambiente era totalmente diferente do Isea, higienizado, com banheiros limpos, quartos com lotações no limite permitido, assistência médica e de enfermagem sendo feita com frequência, com verificação de pressão arterial e de batimentos cardíacos da mãe e do bebê. Ainda teve indução ao parto normal, feito com a maior humanidade possível. Coisa mais linda de se ver!”, exaltou.

Janssy disse que o sobrinho dela nasceu às 8h25, ou seja, menos de 24h após a entrada na FAP. Enfim, sua irmã pode saber que estava na 39ª semana de gestação. O bebê nasceu com 47 centímetros e 3,70Kg.

Isea – Quando a acompanhante do Isea denunciou a primeira vez, mostrando fotos de um prato de cuscuz com leite com larvas, a diretoria respondeu que os fatos iriam ser investigados. “Só consegui mobilizar uma médica plantonista e uma nutricionista para me ouvirem. Mas meu primeiro post deu mais de 700 compartilhamentos, o que despertou muitas outras denúncias. As médicas confirmaram que encontraram larvas num dos lotes da farinha de milho e que iriam repor. Acionarei o Ministério Público ainda esta semana”, concluiu.

Valdívia Costa do PB Debate

Saiba como foi o caso: Irmã de paciente do ISEA denuncia descaso médico e larvas no cuscuz

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