Onix, HB20 e Gol ainda dependem das versões mais básicas para vender bem

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Para muita gente, versões de entrada servem apenas para chamar atenção em peças publicitárias, por causa do preço mais baixo. Mas dados fornecidos pela consultoria Jato mostram que as versões mais básicas podem ser as preferidas nos compactos.

O Volkswagen Gol é o melhor exemplo. A opção com motor 1.0, de R$ 44.990, representou 53,5% das unidades emplacadas em 2018, superando a versão 1.6, que custa R$ 6.050 a mais.

Para o Hyundai HB20, a tendência é parecida. A versão Unique 1.0 (ex-Comfort) responde por 44,7% dos emplacamentos do modelo, segundo mais vendido do Brasil.

O líder é o Chevrolet Onix, que viu 64,2% das 168.535 unidades emplacadas este ano serem das versões 1.0: 38,8% para a Joy, que mantém o visual antigo e custa R$ 44.990, e 25,4% para a LT, de R$ 48.890.

Quando o mais caro vai melhor

Na gama do Argo, compradores preferem a versão Drive 1.0, um pouco mais equipada

Já outros modelos do mesmo segmento fazem mais sucesso em versões mais caras. O Fiat Argo 1.0 só representa 9,3% das vendas. A versão custa R$ 47.290, mas perde de lavada para a Drive 1.0, de R$ 50.290, a preferida do brasileiro: tem participação de 53,7%.

Na gama do Ford Ka existe fenômeno parecido. Apenas 1,6% das unidades do modelo são da versão S, de R$ 45.990. Justificável: a SE custa R$ 500 a mais e soma maçanetas e espelhos pintados, rádio e volante multifuncional – 47,8% dos compradores optam pela SE.

O brasileiro também desistiu dos carros peladões. O Renault Kwid Life, sem ar-condicionado, direção assistida  ou vidros elétricos, sai por R$ 32.490. Mesmo assim, ele representa apenas 6,1% do mix. A versão intermediária, Zen, com os principais equipamentos, detém 62,9% das vendas.