O lobby ostensivo para soltar Lula contamina o Supremo Tribunal

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O lobby ostensivo para soltar Lula contamina o Supremo Tribunal
O lobby ostensivo para soltar Lula contamina o Supremo Tribunal

Não dá para fingir que não se vê a articulação de um lobby no âmbito do Supremo Tribunal Federal para pôr em liberdade o quanto antes o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que cumpre pena por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Em artigo na “Veja”, no qual apela para a ironia, José Roberto Guzzo adverte que em abril próximo se fará a centésima tentativa de tirar Lula da cadeia. Para Guzzo, está em curso no STF uma sabotagem contra a ordem legal, sob o disfarce de ação civilizatória em favor dos direitos universais do homem – quer dizer, em favor de soltar Lula da cadeia.

Sublinha o jurista Modesto Carvalhosa que o STF é hoje o mais nefasto fator de instabilidade institucional no Brasil. E Guzzo lembra que na última brincadeira feita ali, no Supremo, para virar a mesa, o ministro Marco Aurélio, por conta própria, mandou que Lula fosse solto. Era pura palhaçada. Dali a pouco, nota o colunista, o atual presidente Dias Toffoli anulou a ordem e virou o “Anjo Bom da Direita” – ou, talvez, um personagem daqueles programas de auditório do tipo “Rainha por um Dia”. Há outros exemplos notórios. O Fachin, certa feita, mandou o Brasil obedecer “à ONU” e permitir a candidatura de Lula a presidente. De outra feita, o mesmo Fachin segurou na cadeia a ladroada da Operação Lava-Jato.

Prossegue José Roberto Guzzo: “A próxima exibição de circo que mostrará “como estão funcionando” as nossas “instituições” está programada para abril, com a centésima tentativa de tirar Lula da cadeia, agora com o julgamento final pelo STF da condenação em segunda instância. “O cidadão deve ser preso depois de condenado em duas instâncias como ocorreu com Lula ou só poderá ir para a cadeia se for condenado três vezes seguidas, como querem os campeões do “direito de defesa”? Apareceu um problema aí: descobriu-se que, para soltar Lula, será preciso pôr em liberdade dezenas de milhares de assassinos, estupradores e até feminicidas. Imaginem só, hoje trancados nas penitenciárias. Como é que se faz? É a entrada no mundo da insânia. Talvez seja melhor parar logo com isso”, arremata Guzzo.

Lula, a bem da verdade, conta com a indulgência de parcelas importantes da opinião pública brasileira, que o consideram “coitadinho”, vítima de uma injustiça irreparável – sem que se levem em conta fatores concretos ou objetivos como o envolvimento comprovado, até agora, do ex-presidente da República em atos de corrupção explícita ou de conivência com o que anteriormente chamava de malfeitos. Os que guardam boa memória não olvidam o escândalo do mensalão, que terá sido embrião da série de escândalos a envolver um partido que dizia defender a ética até à medula e cujo líder maior, escarnecendo da opinião pública, criou a narrativa fantasiosa de que não sabia de nada ou de que fora apunhalado pelas costas.

É preciso complementar dizendo que, pelo fato de já estar durando algum tempo, a pantomima que consiste em apresentar Luiz Inácio como coitadinho já cansou – inclusive organismos internacionais que são repetidamente chamados a sair em defesa dele, como se não estivessem em vigor no Brasil os princípios do Estado de Direito Democrático. Se é o caso de soltar Lula, mesmo com os indícios de culpa, é o caso, também, de anular a última eleição presidencial, despejar Bolsonaro do Planalto e lá entronizar Lula e sua camarilha. Para que voltem a reinar, da forma como sabem reinar…

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