Vaccari: ”PT é uma organização criminosa. Se eu falar, acaba o PT e a CUT me mata”

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O ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, o homem que arrecadou e distribuiu mais de 1 bilhão de reais em propina para o partido de Lula e Dilma, quebrou o silêncio.

O arquivo vivo que armazena informações sobre uma série de crimes do PT confidenciou a seu companheiro de cela que corre risco de ser assassinado, caso revel tudo que sabe sobre os esquemas de corrupção envolvendo seu partido e a Central Única dos Trabalhadores, a famigerada CUT.

Vaccari tratou as duas entidades como organizações criminosas e falou com seu interlocutor sobre os riscos de tentar um acordo de delação com a Justiça: “Não posso delatar porque sou um fundador do partido. Se eu falar, entrego a alma do PT. E tem mais: o pessoal da CUT me mata assim que eu botar a cara na rua“.

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A imprensa (VEJA) divulgou uma história muito mal contada sobre a possibilidade do ex-tesoureiro ter mudado de ideia sobre o assunto e estaria disposto a fazer um um acordo de delação na Lava jato. Sentenciado a mais de 24 anos de prisão, o petista estaria decepcionado com o abandono dos companheiros de partido e estaria cogitando negociar uma redução de pena. Petistas teriam feito uma “visita” ao tesoureiro para esclarecer o assunto e apareceram com a informação que Vaccari planejava prestar depoimentos “calculados”.

São duas mentiras da revista: Não haveria possibilidade dos petistas driblarem os controles da prisão para conversar com o ex-tesoureiro, tampouco os membros do Ministério Público aceitariam um acordo de delação “calculado”. Os investigadores sabem muito bem o que querem de Vaccari. Tendo em vista a experiência e acuidade dos membros do Ministério Público, não existe este papinho de conseguir manipular o conteúdo de um acordo de delação. Vaccari pode sim, ter o desejo de propor um acordo. Mas nunca em seus termos.

Desde então, as coisas mudaram de figura. Vaccari foi condenado a 24 anos de prisão esta semana e tem sido incentivado pelo ex-ministro Antonio Palocci a firmar um acordo de delação premiada. Os anexos de Palocci chegaram esta semana nas mãos de Raquel Dodge, que gostou muito do que viu.

Fonte: Imprensa Viva

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