EXTRA: Joesley Batista e o vice-governador de MG são presos pela Polícia federal

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PF detém a vice-governador de MG e Joesley Batista para o suposto esquema na Agricultura

O vice-governador de Minas Gerais, Antonio Andrade (MDB), o ex-executivos da JBS, Joesley Batista e Ricardo Saud e mais nove foram presos na sexta-feira (9), em uma operação que investiga suposto esquema de corrupção no Ministério da Agricultura durante o governo da presidente Dilma Rousseff (PT)

A operação, que é um desdobramento do Fluxo de Lava, recebeu o nome de Capitu, e é com base na delação do doleiro Lúcio Funaro, sobre os supostos pagamentos de propina a servidores públicos e agentes políticos atuando direta ou indiretamente no Ministério da Agricultura (Mapa) em 2014 e 2015. Andrade foi ministro da Agricultura no governo do petista.

No total, são 19 mandados de prisão, um deles contra o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (MDB), que está preso no estado do Paraná. A PF cumpre ainda 63 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraíba e Mato Grosso.

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De acordo com a TV Globo, também foram presos executivos da JBS Ricardo Saud e Demilton Castro, deputado João Magalhães (MDB-MG) e o membro eleito Neri Geller (PP-MT), que também foi ministro da Agricultura durante o governo Dilma.

As investigações apontam que havia um esquema para coletar propinas no Ministério da Agricultura, em benefício de políticos do MDB, que recebeu dinheiro da JBS em troca de medidas para beneficiar as empresas do grupo.

De acordo com a PF, a JBS teria pago us$ 2 milhões, por exemplo, a regulamentação da exportação de entulhos e de R$ 5 milhões pela proibição de um remédio para parasitas de longo prazo.

De acordo com uma nota emitida pela Polícia Federal, durante as investigações, houve clara evidência de que os empresários e colaboradores do grupo investigado, inicialmente, agindo em colaboração prêmio com a PF, teria cometido atos de obstrução da justiça, o que dificulta a investigação criminal, com o objetivo de desviar o PF da linha de investigação adequados para o correto esclarecimento dos fatos. Daí o nome da Operação, “Capitu”, um personagem disfarçado na obra-prima de Machado de Assis, Dom casmurro.

Se o indiciado, os envolvidos responderão pelos crimes de constituição, participação em organização criminosa, a obstrução da Justiça, de corrupção, ativa e passiva, e lavagem de dinheiro.

Se houver condenação, as penas máximas podem variar entre 3 e 120 anos de prisão, na proporção da participação de cada um dos investigados.

Fonte: colunaextra.com

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