Degola: Frederico Flores e médica assumem em júri ter matado empresários mineiros.

Julgamento começou nesta quinta-feira (12), pouco depois das 10h.
Acusado também pediu desculpas aos familiares das vítimas.

Frederico Flores, acusado de assassinar e extorquir dois empresários mineiros em 2010, assumiu durante o júri culpa dos crimes e pediu desculpa aos familiares das vítimas durante interrogatório ocorrido na manhã desta quinta-feira (12). O julgamento começou pouco depois das 10h, em Belo Horizonte. O réu é acusado também de sequestro, cárcere privado, ocultação de cadáver e formação de quadrilha. Segundo o Ministério Público, Frederico fez parte de um grupo de oito pessoas que torturou e matou dois empresários no bairro Sion, Região Sul da capital mineira, em 2010.

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O acusado é considerado líder da quadrilha. Entre os participantes, haviam dois estudantes de direito, um advogado, dois policiais, um pastor, uma médica e um norte-americano. O ex-policial Renato Mozer, foi condenado, em dezembro de 2011, a 59 anos de reclusão. Outro integrante da quadrilha, Arlindo Soares Lobo, foi condenado, em julho deste ano, a 44 anos de prisão.

Entenda o caso
Rayder Santos Rodrigues e Fabiano Ferreira Moura foram assassinados e decapitados em um apartamento do bairro Sion, na zona sul de Belo Horizonte, em abril de 2010, de acordo com inquérito. Os corpos foram encontrados mutilados e carbonizados em Nova Lima, na Região Metropolitana da capital. Dentre os suspeitos de cometer o crime, há dois estudantes de direito, um advogado, dois policiais, um pastor, uma médica e um norte-americano.

Segundo as investigações, o estudante Frederico Flores seria o chefe da quadrilha. Ele pretendia extorquir as vítimas, que teriam passado por sessões de tortura antes de, de acordo com a polícia, serem friamente executados no apartamento de Frederico, no bairro Sion. No local, foram encontrados vestígios de sangue, e apreendidos livros de conteúdo nazista e de terror. Materiais como DVDs, documentos e computadores também foram recolhidos.

Ainda de acordo com as investigações, os suspeitos teriam feito um churrasco no sábado seguinte à morte das vítimas. Seria uma espécie de reunião com todas as pessoas que estavam envolvidas.

As investigações mostram que os envolvidos fizeram saques das contas de Fabiano Moura e Rayder dos Santos Rodrigues antes de matá-los. Segundo a Polícia Civil, os dois mortos teriam envolvimento com esquema de lavagem de dinheiro e estariam sendo chantageados por Flores.
O Ministério Público Estadual ofereceu denúncia contra os oito envolvidos. O promotor Francisco Santiago pediu a condenação de todos eles por homicídio qualificado, cárcere privado, extorsão, destruição e ocultação de cadáver e formação de quadrilha.

Fonte: G1