A Arábia Saudita e seus aliados militares, aos quais Estados Unidos, Reino Unido e outros países fornecem armas, poderiam ser acusados de crimes de guerra no Iêmen, afirma a organização Anistia Internacional (AI) no dia em que a guerra no país completa três anos.

Embora todos os campos envolvidos na guerra tenham sido acusados de ignorar os civis, a coalizão liderada pelos sauditas sauditas está “por trás de uma longa série de potenciais crimes de guerra” documentados pela Anistia, afirmou a organização de defesa dos direitos humanos com sede em Londres.

A coalizão liderada pelos sauditas é acusada ter se posicionado ao lado governo em 2015 contra os rebeldes apoiados pelo Irã.

“Há amplas evidências de que o fornecimento irresponsável de armas à coalizão liderada pela Arábia Saudita se traduziu em danos enormes aos civis iemenitas”, disse Lynn Maalouf, diretora de investigações da AI no Oriente Médio.

“Mas isto não dissuadiu Estados Unidos, Reino Unido e outros Estados, incluindo França, Espanha e Itália, de prosseguir com as vendas de armas”.

“Além de devastar vidas civis, isto burla o Tratado do Comércio de Armas”, o acordo internacional que regulamenta as vendas com o objetivo de “reduzir o sofrimento humano” ou “contribuir para a paz, segurança e estabilidade regionais e internacionais”.

A AI também atribuiu possíveis crimes de guerra aos rebeldes huthis, por bombardeios indiscriminados, desaparecimentos e condenações à morte de dissidentes e membros da minoria bahai.

A ONU considera a guerra do Iêmen, que provocou quase 10.000 mortes e deixou 53.000 feridos, a “pior crise humanitária no mundo”. 

amei