Manoel Júnior já ensaia candidatura a prefeito de João Pessoa

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O vice-prefeito de João Pessoa, Manoel Júnior (SD), que assumiu por nove dias, interinamente, o comando da prefeitura da Capital com licença requerida por Luciano Cartaxo (PV), não foi bem-sucedido nas eleições deste ano mas não desiste e já sinalizou a hipótese de concorrer ao posto executivo titular municipal em 2020. Numa entrevista, ontem, a emissoras do Sistema Correio de Comunicação, Júnior frisou que sua prioridade, no momento, é organizar um partido que lhe foi confiado. Ao se investir agora, ele aprofunda o conhecimento da estrutura administrativa de João Pessoa.

Manoel Júnior frisou que governará esses dias com o “piloto automático” da prefeitura e acrescentou que tem visitado obras de zeladoria e tomado outras medidas rotineiras. Em termos políticos, Manoel Júnior ziguezagueou por partidos, a começar da sua desfiliação dos quadros do MDB. Chegou a ser cogitado como provável candidato ao Senado em coligação com o MDB quando esteve no PSC. Sonhou com a possibilidade de uma candidatura de Luciano Cartaxo ao governo do Estado, o que favoreceria a sua ascensão ao mandato titular na prefeitura, mas o “clã” Cartaxo frustrou esses planos, indicando Lucélio, o irmão gêmeo de Luciano, que ficou em segundo lugar, abaixo de João Azevedo, do PSB.

Júnior tentou, então, retornar à Câmara Federal, mas não logrou êxito. Seus passos, agora, são no sentido da reaproximação com o prefeito licenciado Luciano Cartaxo e, pelo que dá a entender, o entrosamento foi retomado. “Luciano poderia se ausentar até 15 dias do cargo sem precisar transmiti-lo, de acordo com a Lei Orgânica, mas ele me chamou e vamos dar a continuidade a todas as ações administrativas planejadas, incluindo festas que se avizinham, sobre as quais trocamos ideias e deixamos tudo ajustado”, relatou o prefeito em exercício. Manoel Júnior assumiu a presidência do Solidariedade na Paraíba e disse que o convite partiu de Paulinho da Força e da Executiva Nacional do SD. Ele lamentou a saída do deputado Bruno Cunha Lima da agremiação, que alegou incompatibilidade com Júnior para a convivência no mesmo partido. “Bruno é um jovem valoroso e poderia contribuir muito com a construção do partido”, arrematou Manoel Júnior.

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