IPESQ inaugura a casa de apoio para as mães de crianças com microcefalia em CG

O Instituto de Investigação Professor doutor Joaquim Amorim Neto (IPESQ), em Campina Grande, inaugurou, na segunda-feira (3), um novo espaço de acolhimento para as mães das crianças que recebem tratamento no local do projecto “Microcefalia, ciência e amor”. Para a inauguração, o instituto recebe a 1ª Caravana de Psicólogos da Fraternidade sem Fronteiras (FSF). Os voluntários chegaram à cidade na segunda (3) e ficar até esta terça-feira (4).

De acordo com a psicóloga Fabiana de Oliveira Rodrigues, um voluntário da Fraternidade sem Fronteiras, e o coordenador da caravana, oito psicólogos de diferentes Estados do Brasil, para participar na caravana. A iniciativa surgiu da necessidade de a demanda local, percebida no dia-a-dia do instituto.
“As mães que são de outra cidade acabam vivendo em IPESQ por três meses, enquanto as crianças são tratadas. Percebemos a necessidade de cuidar dessas mulheres, que são uma parte essencial na evolução do tratamento de crianças. Então, vamos montar, também, grupos terapêuticos, para auxiliá-los na relação com os filhos e, ao retornar para a casa”, disse Fabiana.

Oito voluntárias de vários Estados do Brasil participam da 1ª Caravana de Psicólogos da Fraternidade sem Fronteiras, no IPESQ, em Campina Grande — Foto: IPESQ-FSF/Divulgação

De acordo com o diretor-geral do IPESQ, Romero Moreira de Araujo, Casa de salas de Apoio e um centro de fitness, para as mães, além de uma brinquedoteca para as crianças. O local foi alugado e reformado com a ajuda de voluntários que concordaram em fazer doações e ações em prol da angariação de fundos.
“Nós alugamos a casa e fomos atrás de parcerias para a reforma do lugar. Realizamos bazares, campanhas e outras ações. Então, nós renovado toda a casa, com a ajuda de vários corações”, explicou Romero Moreira.
O criador do projeto, Dra. Adriana Melo, disse em outra ocasião que a ideia era inaugurar uma segunda casa voltado para as mães que vivem exclusivamente para o tratamento das crianças. “A nova casa vai a casa de pelo menos 30 mães, com mais conforto e com espaço para organizar as atividades e workshops,” ele disse.
A Casa de Apoio, ganhou um projeto do arquiteto paraibano Jonas Lawrence. De acordo com ele, o lugar também é tranquila e colorido para que as crianças se sintam em um ambiente agradável e aconchegante.

Voluntárias da 1ª Caravana de Psicólogos da Fraternidade sem Fronteiras chegaram em Campina Grande na segunda (3)  — Foto: IPESQ-FSF/Divulgação


Mãe angolana tem filha respondeu no IPESQ

Em novembro deste ano, por meio da Fraternidade sem Fronteiras, uma mãe de angola chegou a Campina Grande para ficar durante três meses no IPESQ. Susan, que descobriu a FSF pela internet, trouxe a filha Miriam, com diagnóstico de microcefalia, para receber o tratamento do instituto.
Para ser capaz de tratar a filha no Brasil, Suzana contou com a ajuda de um engenheiro do Ambiente, que trabalha em Angola, como um voluntário para a FSF. Mãe e filha estão no IPESQ até janeiro de 2019, e, após este período, o monitoramento vai ocorrer a cada seis meses.

Casa de Apoio inaugurada pelo IPESQ, em Campina Grande, tem espaço colorido para as crianças atendidas no instituto — Foto: IPESQ-FSF/Divulgação

Da Redação com G1 Paraíba

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