Imposto sob carros usados deve abaixar nos próximos meses

0
322

O aquecimento do mercado de carros usados ​​produziu uma distorção tão significativa e surpreendente que alguns modelos que já estão em uso há um ano chegam a atingir valores quase iguais ou até ligeiramente superiores a zero quilômetro.

No entanto, deve-se notar que essas são exceções. Está longe de ser um desenvolvimento sustentável, mais do que de curto prazo, e concentra-se em modelos importados cotados em moedas estrangeiras.

Um estudo do departamento de economia da iCarros, no qual a plataforma contava com cerca de 300 modelos em diversas faixas de preços, incluindo produtos nacionais e importados, encontrou um carro usado com preço semelhante ou ligeiramente superior ao novo em pouco mais de 5% dos casos.

No entanto, há uma boa notícia para melhorar o clima de negócios na compra e venda de veículos usados.

O mercado brasileiro de carros usados ​​se acelerou e cresceu muito além do esperado desde o início da pandemia Covid-19 no primeiro trimestre do ano passado. Depois do fechamento de quase dois quartos das lojas, esperava-se uma forte reação, mas foi muito mais longe.

Muitos tiveram a mesma ideia e ao mesmo tempo: trocar de carro. O desequilíbrio fez com que os preços subissem de uma forma que até então só era observada em períodos de inflação extrema e descontrolada. Ilídio dos Santos, presidente da Fenauto, resume o cenário atual:

“Os preços dos usados aumentaram 40%. A oferta de novos foi sacrificada porque as fabricantes tinham e continuam a ter dificuldades na produção. A opção era partir para um seminovo. Quem possuía cotas contempladas em consórcio e aguardava um período melhor ou não tinha pressa, entrou no mercado. Inclusive a procura por veículos acima de 12 anos subiu. Se alguém está pensando em vender seu carro usado, essa é a hora. Mas temos que admitir: os preços são artificiais, não vão se manter. Até meados de 2022 a situação deve voltar ao normal.”

Ilídio também vê com preocupação o aumento do IPVA em 2022 em razão da forte valorização deste ano.

“O índice de inadimplência por falta ou atraso no pagamento do imposto estadual, dividido em 50% com os municípios, já é bem grande. Como a alíquota não se alterou, esse cenário estará bastante agravado no próximo ano. Conversamos com o governo de São Paulo e explicamos que o percentual de 4% do IPVA para todos os veículos até 20 anos de uso pode aumentar a inadimplência a patamares nunca vistos.”

Acompanhe as novidades do mundo automotivo no GPS AUTOMOTIVO