Huawei obtém nova licença temporária de 90 dias nos EUA

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Huawei obtém nova licença temporária de 90 dias nos EUA
Huawei obtém nova licença temporária de 90 dias nos EUA

Em maio, o governo Trump proibiu temporariamente os negócios entre a Huawei e as empresas dos EUA. A medida foi criada para conter as preocupações de que a empresa forneça informações ou acesso secreto ao governo chinês, no entanto tudo aponta para que os EUA estejam a usar a Huawei para pressionar as negociações em relação à China.

Desde essa altura, tem sido cedida à Huawei uma licença temporária para que continue a trabalhar, sendo que expirou ontem. No entanto, como previsto, acabou por anunciar a extensão da licença temporária de 90 dias, sendo já a terceira licença temporária obtida.

No entanto, o New York Times informou na semana passada que o governo está a cobaiderar isenções “específicas de produtos” que permitiriam às empresas vender determinados produtos da Huawei como seus smartphones. Essas isenções destinam-se aos consumidores a comprar os gadgets da empresa, o que significa que provavelmente não resolveriam os problemas relacionados com a segurança.

Tendo decidido que os negócios da Huawei são uma ameaça à segurança nacional do país, os EUA colocaram a empresa numa lista negra comercial em maio, proibindo essencialmente as empresas americanas de negociarem e trabalharem com o gigante tecnológico chinês. Desde essa altura, foi dada duas licenças de três meses, que termina hoje, segunda-feira.

No entanto, tem havido boas notícias para a Huawei, já que recentemente retomaram os negócios com a Qualcomm e a ARM, empresas fundamentais para continuarem a produzir o seu processador Kirin, sendo que os resultados divulgados sobre os trimestres em que a fabricante está sob a alçada das entidades reguladoras norte-americanas, foram positivas, com um aumento de vendas.

Ainda assim, uma questão importante ainda está para ser resolvida – esta proibição fez com que os smartphones mais recentes da Huawei não pudessem obter licenças do Google e, embora eles ainda utilizem o Android, não contam com suporte ao Google Play Services, o que torna muito difícil a venda dos seus equipamentos no mercado ocidental e, por exemplo, o Huawei Mate 30 já foi anunciado e está à venda na China, mas nesta altura ainda não está disponível na Europa.

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