Huawei MatePad 11, MatePad 10,8 Pro e MatePad 12.6 Pro: novos tablets com HarmonyOS

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A Huawei anunciou três novos tablets MatePad: um novo MatePad Pro de 12,6 polegadas, um MatePad Pro menor de 10,8 polegadas e um novo MatePad 11. Estes equipamentos não se destacam, apenas, por serem os primeiros equipamentos da marca com HarmonyOS, em conjunto com o relógio Huawei Watch 3, mas também porque os modelos MatePad 11 e MatePad 10,8 Pro são equipados com processadores da Snapdragon, da Qualcomm, uma das empresas que já pode fazer negócios com a Huawei, em vez do Kirin que tem equipado os modelos da Huawei.

Entre essas mudanças de hardware e software, os tablets destacam os desafios pelos quais a gigante da tecnologia chinesa está a passar. Ele está simultaneamente a tentar libertar-se do Android, que fora da China é dominado pelos aplicativos e serviços do Google que a Huawei não consegue pré-instalar em seus telefones. Mas eles também mostram os problemas que as sanções americanas estão a causar para a produção do processador Kirin da Huawei, forçando-a a adquirir processadores da concorrente Qualcomm.

Outro aspeto é que o HarmonyOS, que equipa os novos equipamentos e é o mais recente sistema operativo da marca, também roda nos processadores da Qualcomm, o que demonstra que a Huawei teve de otimizar o seu sistema operativo para isso, também.

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O MatePad Pro de 10,8 polegadas está equipado com um Snapdragon 870, enquanto o MatePad 11 de 10,95 polegadas é alimentado por um Snapdragon 865. O MatePad Pro de 12,6 polegadas, entretanto, ainda corre no próprio processador Kirin 9000E da Huawei, e é o dispositivo da Huawei com mais informações divulgadas.

Do ponto de vista do utilizador final, a “mudança” para o HarmonyOS fundamentalmente não traz de volta os aplicativos e serviços do Google ausentes que tornaram os dispositivos recentes da Huawei, tão difíceis de recomendar fora da China. A loja AppGallery da Huawei oferece uma gama crescente de aplicações nativas e soluções alternativas para alguns outros, mas ainda está longe de ter o conjunto de aplicações e serviços do Google pré-instalado em um dispositivo. No entanto, existem, em Portugal, vários utilizadores que lidam bem com isso e não sentem falta dos GMS.

Tem havido algumas críticas em torno do HarmonyOS, que apontavam num fork do Android de código aberto e não numa “criação completa” do sistema operativo, no entanto a Huawei afirmou que o HarmonyOS utiliza kernel Linux, tal como o Android, quando o equipamento conta com RAM suficiente.

Com a capa do teclado e a caneta M-Pencil, o MatePad Pro do ano passado convidou a comparações óbvias com o iPad Pro da Apple, e o modelo HarmonyOS deste ano traz mais alguns recursos que conseguimos associar aos tablets da Apple. Há um novo recurso FreeNote que permite usar o M-Pencil para escrever em caixas de diálogo e ver a sua escrita automaticamente transformada em texto digitado (um recurso que a Apple introduziu no ano passado) e o ecrã inicial do tablet agora inclui um dock com os seus aplicativos mais usados, também muito similar.

Mas com o MatePad Pro de 12,6 polegadas, a Huawei merece algum crédito por não imitar algumas das decisões de design menos populares da Apple. A sua webcam, por exemplo, é embutida no centro da moldura, por isso está no lugar certo para chamadas em conferência, ao contrário do iPad Pro. Ele também tem um ecrã OLED de 2560x1600p, enquanto a linha da Apple ainda usa variações de painéis LCD.

A tecnologia de espelhamento de ecrã da Huawei também retorna com o novo MatePad Pro. Embora isso anteriormente permitisse espelhar o display de um smartphone no tablet, agora pode espelhar e interagir com o ecrã do tablet em computadores Huawei compatíveis ou usá-lo como um monitor externo.

O MatePad Pro de 12,6 polegadas tem uma bateria de 10.050mAh que a Huawei afirma poder reproduzir vídeo por 14 horas com uma única carga. Ele pode ser carregado rapidamente até 40 W com um cabo, 27 W sem fio e também oferece carregamento sem fio reverso em 10 W. Completando as especificações, há três câmaras traseiras no tablet, quatro microfones, oito alto-falantes, compatibilidade com Wi-Fi 6 e suporte 5G opcional.

Junto com os novos tablets, a Huawei também anunciou a segunda geração de sua caneta M-Pencil. A empresa diz que a nova caneta é mais precisa e tem uma latência menor de 9ms.

A Huawei ainda não confirmou os preços ou os detalhes de lançamento dos seus novos tablets na Europa, mas disse que o MatePad Pro de 12,6 polegadas seria lançado na China em 10 de junho a partir de 4.999 yuans (cerca de 641€ ou R$4069) para o modelo Wi-Fi de 128 GB. Enquanto isso, o MatePad Pro de 10,8 polegadas custará 3.799 yuans (487€ ou R$3092) para o modelo de 128 GB e será lançado no 10 de junho na China. A Huawei não forneceu preços exatos ou informações de lançamento para o MatePad 11. O M-Pencil de segunda geração estará à venda na China por 599 yuans (77€ ou R$488) a partir do dia 10 de junho.

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