Honda procura aliados em busca de reduzir custos nos elétricos

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O setor automóvel tem-se dividido entre alianças, aquisições e fusões. Face ao panorama atual, cada uma destas fabricantes compreendeu a necessidade de se unirem para lidar com a concorrência, visto que a conjugação dos mais diversos fatores críticos de sucesso que as tem feito prosperar, juntos conseguem formar sinergias para impulsionar os resultados internos, bem como, dos seus parceiros.

Desta vez, foi a Honda que sentiu essa necessidade de se afirmar enquanto marca disponível para cooperar com um novo parceiro no sentido de desenvolver tecnologia e expandir o seu conhecimento ligado à mobilidade elétrica. “Na eventualidade de conseguirmos concretizar os nossos objetivos por meio [de cooperação], então estaremos dispostos a formar uma aliança” refere Toshihiro Mibe, CEO da Honda Motor Co.

A posição mais radical da Europa em matéria de combate as emissões poluentes da parte das construtoras automóveis leva a que a indústria automóvel (a nível mundial) se encontre debaixo de uma grande pressão para atender a uma nova procura e forçada oferta de veículos maioritariamente elétricos. Os híbridos não parecem ter grande futuro, pelo menos, não na Europa — após tomada a decisão de fim da venda de veículos com motor de combustão interna a partir de 2035.

O pacto entre a Honda e a General Motors para o desenvolvimento conjunto de dois grandes modelos desenvolvidos nos EUA, usando as baterias Ultium da General Motors, já para o ano de 2024. Paralelamente, ambas as fabricantes trabalharam numa plataforma para veículos elétricos em comum apelidada de “e:Architecture”.

Ambas as empresas já colaboram no desenvolvimento de veículos autónomos, bem como, da célula de combustível (fuel-cell vehicle).

Segundo a Honda o objetivo é conseguir maximizar em até 100% a produção de cem por cento elétricos e a célula de combustível até 2040. Para conseguir isso, “construir uma aliança é fundamental para conseguir o aumento do número de veículos elétricos, considerando que a eletrificação ainda não é comercialmente viável”, refere Toshihiro. Isto é facilmente explicável pelo conceito de economias de escala.

O ponto ótimo de equilíbrio entre o preço ótimo de produção (em volume) com o capital existente (próprio ou alheio) e a relação com o preço a que a maioria dos clientes está disposto a dar para adquirir (o valor de mercado), mantendo a rentabilidade para o fabricante.

Fonte Autoblog