Governo federal projeta salário mínimo para 2021; Confira o valor

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A equipe econômica do governo federal, por meio da proposta orçamentária do próximo ano, informou que o salário mínimo pode ser de R$ 1.067 em 2021. Em comparação ao piso atual de R$ 1.045, o aumento será de R$ 22.

O novo valor, no entanto, sofreu uma queda de R$ 12 no paralelo aos R$ 1.079 propostos em abril deste ano. Caso seja aprovado pelo Congresso, a previsão é de que o reajuste entre em vigor a partir de janeiro do próximo ano, com início dos repasses para o cidadão brasileiro em fevereiro.

Base para os cálculos

Hoje em dia, o cálculo que determina o valor do salário mínimo de cada ano segue as previsões da inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). No mês de abril, o percentual de 3,27% esperado para 2020 recuou para 2,09% em julho, ocasionando em um menor reajuste do piso nacional.

É importante dizer que esses valores podem mudar até o final de 2020. Segundo a Constituição, o salário mínimo deve ser corrigido de forma que garanta o poder aquisitivo do trabalhador. O formato com base no INPC foi utilizado neste ano, quando a equipe econômica do governo se baseou nos cálculos da inflação de 2019 para estipular o valor do mínimo pago atualmente.

Sem aumento real

A prática que utiliza apenas a correção pela inflação, ou seja, com base no INPC é diferente do que vinha sendo adotado nos últimos anos, mais precisamente entre 2011 e 2019. Até a troca de governo, a política de reajustes tinha como indicadores a inflação e a variação do Produto Interno Bruto (PIB).

Em alguns anos, as correções do mínimo tinham aumentos reais (acima da inflação). Já em outros, como por exemplo, os reajustes em 2017 e 2018, a correção aconteceu com base somente na inflação, visto que os PIBs de 2015 e 2016 tiveram retração.

Cálculos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) informam que mais 49 milhões de brasileiros vivem apenas com um salário mínimo no Brasil, ou seja, R$ 1.045.

Mesmo com a diminuição do valor final, o reajuste do mínimo conseguirá manter o poder de compra do trabalhador, visto que a correção é feita com base nas taxas inflacionárias (nível dos preços) do ano anterior. Porém, de acordo com economistas, a longo prazo, isso pode gerar uma “perpetuação da penúria”.

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