Funeral de ativistas do MST reúne políticos e defesa; o presidente do PT, vem dos estados da Paraíba e repudia execuções e entidades a emissão de notas

O presidente do PT, Gleisi Hoffmann, foi no estado da Paraíba para o lado de Ricardo e de militantes do MST para o funeral de Orlando. (Foto: Reprodução / Instagram)

O funeral e o enterro de José Bernardo da Silva, conhecido como Orlando, um dos dois trabalhadores do Movimento Sem Terra, executado na noite do último sábado (08), em Alhanda (PB) no Assentamento Dom José Maria Pires, aconteceu neste domingo (09) na cidade de Mari, na Paraíba, no Assentamento Zumbi dos Palmares. A cerimônia contou com a presença de vários militantes de movimentos sociais, o governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, e o presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleisi Hoffman.

Durante todo o domingo, vários organismos têm emitido uma nota de solidariedade. O governador Ricardo Coutinho, disse por meio de nota divulgada pelo Governo do Estado, onde se diz triste com os acontecimentos e afirma que vai cobrar do Secretário da Segurança Pública e Defesa Social do Estado, agilidade nas investigações.

O Ministério Público Federal (MPF) falou através do Procurador-Geral da República, Raquel Dodge, pela procuradoria federal dos direitos do cidadão, Deborah Duprat, e o procurador dos direitos do cidadão, José Godoy, que negou os eventos e comprometeu-se a proteção dos assentados. “A PGR, a PFDC e a PRDC/SC reiterar o compromisso com a proteção dos direitos humanos dos colonos, e eles vão fazer todos os esforços para que os órgãos de investigação a que os autores do duplo assassinato de ser esclarecido e os responsáveis punidos de acordo com a lei”, diz a nota.

Na Paraíba, o presidente nacional do PT, Glesi Hoffman, compareceu ao funeral de Orlando, Mari (PB), ela negou o crime e denunciou que, para ela, é uma violência contra o MST. “Eu estou no estado da Paraíba para participar do ato e do despertar dos companheiros de execução. Importante evidenciar e denunciar qualquer tipo de violência para o Brasil e para o mundo. Peço que você use suas redes sociais, canais de comunicação para divulgar a agir hoje e a violência contra o MST. A tristeza!”, publicado o presidente em uma rede social.

O funeral de Rodrigo Celestino, aconteceu também neste domingo (9), no entanto, a cerimônia foi restrita a membros da família, que não divulgou o local.

Outras notas

Algumas agências e entidades manifestaram também uma nota de pesar pela morte de militantes. A Assembleia Legislativa da Paraíba, tratou o caso como infeliz e uma “grave violação dos direitos humanos e uma ofensa ao Estado Democrático de Direito”. Confira a nota na íntegra:

A Assembleia Legislativa da Paraíba expressa a sua tristeza e indignação com o assassinato de membros do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem terra (MST), José Bernardo da Silva e Rodrigo Celestino, que ocorreu na noite de sábado (8), no acampamento, Dom José Maria Pires, na cidade de Alhambra.

No momento, ele se solidariza com as famílias das vítimas, com os camponeses e todos os líderes do MST, e, ao mesmo tempo, repudia todas as formas de violência contra os trabalhadores rurais.

Este lamentável episódio, que representa uma grave violação dos direitos humanos e uma ofensa ao Estado Democrático de Direito.

Outra entidade que se manifestou foi o Sindicato Dos Professores da Universidade Federal da Paraíba, que teve a investigação e a prisão dos diretores. Confira a nota na íntegra:

A Direção da ADUFPB ocorreu no dia 09 de dezembro de desalento e profundamente indignados com o COVARDE assassinato de outros líderes do MST-DC, José Bernardo da Silva, conhecido como Orlando, e o colega Rodrigo Celestino, na noite do dia 08/12/2018, no acampamento, Dom José Maria Pires, na cidade de Alhambra.A ADUFPB se solidariza com o MST e as famílias das vítimas deste assassinato brutal e que é o encargo público rápida investigação e prisão dos executores e clientes.Finalmente, temos de reafirmar a importância da luta pela reforma agrária, em um país com profundas desigualdades que são o resultado da grande concentração de riqueza, expresso, inclusive, em um povoado. Lutar não é crime!O Crime é matar aqueles que lutam!

Joabe Freire / @eijoab

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