Extremistas israelitas usam WhatsApp e Telegram para organizar ataques contra palestinos

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À medida que as hostilidades ganham proporções maiores entre Israel e o Hamas, alguns israelitas recorrem a aplicativos de mensagens para organizar ataques violentos contra palestinos. Conforme apontaram as autoridades, grupos do WhatsApp e canais do Telegram estão vinculados a dezenas de incidentes violentos.

O New York Times e a FakeReporter, organização que rastreia desinformação no país, descobriram que na semana passada surgiram pelo menos 100 grupos do WhatsApp e cerca de 20 canais do Telegram dedicados a defender a violência contra os palestinos. Esses grupos e/ou canais ostentam nomes como “Morte aos Árabes”, “A guarda Judaica” e “As Tropas de Vingança”.

Ainda que em todo o mundo haja extremistas que tenham usado as redes sociais e aplicativos de mensagens para organizar e iniciar a violência no passado, os investigadores entrevistados pelo NYT acreditam que esses grupos e canais foram mais longe no uso do WhatsApp e do Telegram do que movimentos como stop The Steal. Constata-se não só o planeamento das ações específicas contra os palestinos como também a própria execução desses planos.

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Num grupo do WhatsApp, o jornal encontrou provas de pessoas compartilhando instruções sobre como fazer coquetéis molotov e explosivos improvisados. Enquanto num canal do Telegram, com cerca de 400 membros, o NYT averiguou que os administradores estavam a pedir endereços de empresas de propriedades árabes.

O WhatsApp já tomou medidas, banindo algumas pessoas envolvidas nos grupos domiciliados na sua plataforma. Os esforços de fiscalização da empresa têm feito com que os indivíduos denunciem os envolvidos nos grupos por violação dos termos de serviço. Por sua vez, muitos deles passaram a ter mais cuidado com os novos membros. Por exemplo, os grupos privados do WhatsApp requerem um convite de um administrador para se ingressar neles, pelo que não é possível procurá-los na plataforma.

“Com um serviço de mensagens privadas, não temos acesso ao conteúdo das mensagens pessoais das pessoas, embora quando as informações nos sejam relatadas, tomamos medidas para proibir contas que acreditamos possam estar envolvidas em provocar danos iminentes”, disse um porta-voz do WhatsApp ao Engadget. Ainda acrescentou: “Também respondemos rapidamente às solicitações legais válidas dos órgãos de aplicação da lei relativamente às informações limitadas disponíveis para nós.”

Por enquanto o Telegram não proferiu qualquer comentário em relação ao ocorrido.

No início, a polícia israelita não agiu com base nas informações sobre os grupos e canais do FakeReporter, mas eles dizem que agora estão “rastreando as redes sociais e monitorando os movimentos em campo.” Uma fonte das autoridades avançou ao NYT que a polícia não tinha testemunhado um uso semelhante do WhatsApp e Telegram entre os palestinos.

Fonte: Engadget

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