Espanha estuda produzir baterias em fábrica da Nissan

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O governo espanhol estuda converter a principal fábrica da Nissan em Barcelona em uma unidade de produção de baterias para automóveis elétricos. Isso deve acontecer após o fechamento das três unidades da Nissan na regiã, previsto para dezembro de 2021. O objetivo da medida é preservar os empregos dos atuais funcionários da fábrica. 

A ideia do governo também vida atender um pedido da União Europeia, que vem pressionando os países do bloco para istalarem fábricas para produção de baterias dentro do continente para reduzir a dependência de importações da China, uma vez que, na contramão do mercado automotivo geral, as vendas de carros elétricos vêm crescendo ano após ano. 

O governo regional da Catalunha, que é onde fica a cidade de Barcelona, será o responsável por buscar o financiamento necessário para a conversão do parque fabril, que deve custar 6,8 bilhões de Euros (R$ 44,4 bilhões). O projeto foi batizado de Battery Hub e, além de fabricar, também deve atuar na reciclagem de baterias.

Shneider Eletric e LG também são candidatas a assumir a fábrica. Imagem: Roman Zaiets/Shutterstock

Existem outras opções além do Battery Hub

Em entrevista para a agência de notícias Reuters, Pere Aragones, chefe de governo interino da Catalunha, disse que a instalação do Battery Hub é uma das opções para a fábrica da Nissan, mas não a única. Além de afirmar que o local seria ótimo para a instalação de qualquer fábrica de baterias, dada a presença de outras montadoras na região, como a SEAT, do Grupo Volkswagen. 

Entre as empresas que manifestaram interesse no parque fabril, estão a francesa Schneider Eletric e a sul-coreana LG Energy Solutions. Segundo a emissora de TV pública catalã TV3, o plano da LG seria fornecer baterias para a SEAT, que deseja produzir carros elétricos na fábrica de Barcelona a partir de 2025.

Inicialmente, a Nissan pretendia deixar suas unidades de Barcelona em dezembro de 2020, porém, por conta de subsídios oferecidos pelo governo espanhol, a montadora japonesa precisou adiar os planos em um ano, até encontrar uma solução para o destino da unidade de produção. As três fábricas geram em torno de 23.000 empregos entre diretos e indiretos. 

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