Equipes de saúde cultivam hortas medicinais nas USFs como prática de bem-estar para usuários

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Não é apenas sabedoria popular. Plantas como erva cidreira, capim santo, camomila, hortelã da folha grossa possuem poder medicinal e são muito utilizadas desde os primórdios da humanidade na prevenção e recuperação da saúde de forma natural. A população da Capital conta com esse tipo de tratamento e orientação de profissionais da área, com essas e outras espécies, em algumas Unidades de Saúde da Família (USFs) e nos Centros de Práticas Integrativas e Complementares à Saúde mantidos pela Prefeitura de João Pessoa.

A Unidade de Saúde da Família do Grotão, por exemplo, foi uma das primeiras a desenvolver o cultivo de espécies de plantas medicinais na rede municipal. O trabalho envolve a integração entre os profissionais do local e a própria comunidade. Nos últimos três meses, a unidade distribuiu 300 mudas, com o objetivo de incentivar o uso das plantas medicinais entre os usuários.

“Para que eles tenham em casa a planta medicinal que se trabalha no espaço de saúde, que discute com o usuário a autonomia do seu cultivo. São plantas que a comunidade conhece e a gente tem no espaço de educação popular por meio das hortas”, explicou a agroecóloga e assessora técnica de Práticas Integrativas da Saúde de João Pessoa, Carminha Amorim, completou.

Na USF do Grotão, toda terça-feira, todos os profissionais da unidade entre médicos, enfermeiros e agentes de saúde, trabalham incentivando o uso das plantas medicinais, numa relação que dialoga com o consultório médico. Além disso, o usuário também é acompanhado pelo profissional de biomedicina. “As hortas medicinais estão em 20% das unidades básicas de saúde do município – existe um projeto chamado Arranjo produtivo local, para ampliar o cultivo em outras unidades”, lembrou Carminha Amorim.

Saiba mais – As Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS), denominadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como medicinas tradicionais e complementares, foram institucionalizadas no Sistema Único de Saúde (SUS) por meio da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS (PNPIC).