Entre ursos e pinguins

0
74
Entre ursos e pinguins
Entre ursos e pinguins

Antonio Gramsci (Ales, 22 de janeiro de 1891 — Roma, 27 de abril de 1937) foi um filósofo marxista, jornalista, crítico literário e político italiano. Escreveu sobre teoria política, sociologia, antropologia e linguística. Formado na Universidade de Turim, é criador do famoso método chamado “gramscismo”. Este método prega a revolução socialista através da cultura e das armas como na Rússia.

Resultado de imagem para antonio gramsci

De forma muito resumida, o gramscismo ensina que os ativistas devem ocupar todos os meios culturais na sociedade: imprensa, escolas, pontos estratégicos na estrutura do Estado, etc. e depois de décadas, com a população doutrinada, a revolução viria de forma natural.

A estratégia basicamente é:

Passo 1 Dividir a sociedade em segmentos; Ex.: Homens e Mulheres, Pobres e Ricos, Brancos e Negros, Homossexuais e Heterossexuais, etc.

Passo 2 Colocar esses segmentos uns contra os outros Ex.: Homens x Mulheres, Pobres x Ricos, Brancos x Negros, Homossexuais x Heterossexuais, etc.

Passo 3 Quando o caos tiver se instaurado, a própria população pediria por um moderador. É aí que entra o ditador socialista disfarçado de apaziguador e mediador da “polarização” instaurada na sociedade.

Não é difícil notar que é exatamente isso que vem acontecendo no Brasil…

Observe a manchete do jornal O Estado de SP, de domingo, 14 de abril:

Ouça os podcasts da CBN e veja a notícia publicada no UOL, O Globo, Revista Galileu, etc. na pesquisa que fiz no Google, listada a seguir:

Será só coincidência que a narrativa é a mesma? Será só coincidência com o método gramscista que exatamente quem fomenta essa suposta polarização se coloca como mediador de uma crise fabricada? Releia a sinopse que fiz nos parágrafos iniciais…

A campanha de ódio contra Bolsonaro, que vemos diariamente estimulada nas grandes mídias, desde a época da campanha eleitoral é a prova explícita de como trabalham em direção à polarização. E tratam do assunto como se não tivessem responsabilidade alguma? É muita dissimulação… Com a politização crescente do povo brasileiro, é bom que essas mídias tomem cuidado, pois uma das consequências pode ser a insolvência… ops.

Outros exemplos dos passos 1 e 2 citados acima não faltam nas grande mídias. Vide o R7, que culpou, implicitamente, o patrão pela morte do empregado, na tragédia de Muzema, RJ. É assustador o malabarismo intelectual feito neste caso. Para atribuir a culpa ao empregador, abordaram o caso como se o fato de o empregador ter pedido que o empregado que voltasse para casa fosse a causa da morte do homem!

Em alguns momentos, pelo nível da distorção e do surrealismo, tenho a sensação de que Barcelona é aqui… Os ativistas esquerdistas são como Jobs Tupiniquins: têm seu próprio campo de distorção da realidade…

Como sabemos, o Mal nunca se apresenta com sua verdadeira face, mas disfarça-se como um sedutor e apaziguador. É preciso estarmos atentos, principalmente às mensagens subliminares, e na defensiva contra seu alto poder de manipulação.

E um país sem uma mídia onde a população possa acreditar é um alvo fácil nas mãos de ditadores que no futuro podem vir a ocupar o poder. O mal que fazem não é à empresa que representam, mas ao país e à essa tão importante instituição que é a imprensa.

E as frentes de batalha são variadas.

Esta semana recebí um vídeo produzido por uma instituição da qual nunca ouvi falar e que tinha como tema o Lava Péis, da quinta-feira santa. Nele, as pessoas são entrevistadas e relatam seus “preconceitos”. Com os olhos vendados são levadas umas diantes das outras e lavam os pés uns dos outros. Então as vendas são retiradas. E grande é o espanto e a emoção ao verem seus antagonistas frente a frente.

A mensagem é linda e envolvente, mas como sou gato escaldado desconfio que o objetivo da bela campanha não é nada nobre: há a mensagem subliminar da campanha “contra a polarização” que as grandes mídias vêm adotando como vimos. A manipulação é tão maquiavélica que chega ao ponto de usar nossa fé para seus objetivos.

Oras, não é preciso voltar muito no tempo para lembrar quem iniciou o discurso “Nós x Eles” como ferramenta de divisão da sociedade (olha a técnica gramscismo na prática aqui), não é mesmo? Se necessário, dê um pulo em Curitiba…

E essa campanha foi intensificada durante a Campanha eleitoral, acusando Bolsonaro daquilo que os próprios acusadores faziam e ainda fazem: uso de robôs, compra de militantes ativistas virtuais (MAVs), turbinamento de campanha pela internet, homofobia, misoginia, ditadura, etc.

O Mal além de sedutor é manipulador, é preciso, como Jesus nos orientou, estar sempre em oração e vigilantes. Tomemos muito cuidado com esses lobos em pele de cordeiro que fazem discursos “apaziguadores”. São exatamente eles que fomentam diariamente essa cultura de ódio e isso é método milimetricamente controlado, não é coincidência.

Para haver uma conversa, como pregam, seria necessário que o outro lado respeitasse as regras de civilidade: e honestidade é a primeira. E isso vemos que as grandes mídias, repletas de ativistas socialistas/comunistas, não conseguem respeitar.

A verdade, para nós conservadores é um valor, enquanto para os esquerdistas é um detalhe sem importância, que se necessário é sacrificada (como faziam e fazem com os “traidores da causa”). Eles não exitam, afinal, o que vale é atingir o objetivo, não importam os meios.

Às vezes pego-me pensando se já não estaríamos colhendo os frutos das cotas universitárias no jornalismo brasileiro, devido às mentiras extremamente amadoras com as quais nos defrontamos diariamente.

Mas eis que chega outubro de 2018.

Depois de décadas de doutrinação nas escolas, de aparelhamento do Estado, etc. a Esquerda não esperava que um conservador vencesse as eleições. Durante todo esse tempo criou-se uma rede tão entrelaçada envolvendo os diversos segmentos da sociedade que ao puxar um fio inúmeros outros assustam-nos pelas complexas ligações formadas.

Essa rede envolvia desde o financiamento de mídias ativistas, através de propaganda governamental, até a indicação de “soldados” em posições estratégicas como dito. E contava até com financiamento a ditaduras internacionais. Seriam Pink e Cérebro os inspiradores destes criminosos?

É cansativo testemunhar os covardes ataques diários (envenenados com mentiras às quais não se tem o menor pudor de usar) num discurso feito de forma uníssona entre as grandes mídias impressas e televisivas.

Talvez, entre ursos polares e pinguins, nem focas se salvem. Oremos.

Uma Feliz Páscoa para você e sua família. Que Jesus ressuscite todos os dias em seu coração.

 

Referência: Livro “Os intelectuais e a organização da cultura”, Antonio Gramsci, 8ª edição, Ed. Civilização Brasileira, Tradução de Carlos Nelson Coutinho)

Deixe uma resposta