Com salário mínimo em R$ 1.100, quanto ficará o teto do INSS em 2021?

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Após o anúncio do salário mínimo 2021 para R$ 1.100, muitos beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) têm se perguntado sobre como será o reajuste na aposentadoria pelos próximos doze meses. Isso porque o piso nacional também é responsável por definir a quantia dos benefícios da previdência.

Atualmente, cerca de 70% dos beneficiários da autarquia recebem um salário mínimo. De acordo com os últimos dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), o grupo de aposentados, pensionistas e demais beneficiários terão um aumento de 5,26% no próximo ano.

Em comparação ao salário mínimo atual, fixado em R$ 1.045, o aumento será de R$ 55. O cálculo que estabelece essa variação parte do governo federal que, por meio de avaliação e análise da inflação do país, determina a correção do piso nacional. Além das aposentadorias e pensões, inscritos no Benefícios de Prestação Continuada (BPC), por exemplo, também terão o novo reajuste.

Mas e quem ganha acima do mínimo?

De acordo com Rodolfo Ramer, especialista em direito previdenciário, no caso de aposentados que ganham mais que um salário mínimo, e mesmo que o valor ultrapasse alguns reais, a regra de reajuste muda.

Tendo como base para os cálculos o INPC, que também inspira as contas de correção do salário mínimo, há a possibilidade de quem ganha mais ter um reajuste maior do quem recebe apenas o piso nacional.

O motivo está no acumulado do ano passado, que teve alta de 3,93% e ficou perto dos 4,10%. Porém, no decorrer dos últimos 12 meses, o índice cresceu 5,20%. Se continuar neste ritmo e ocorrer uma alta acentuada, o aumento para quem ganha acima do piso será maior.

Por fim, é importante destacar que o INPC também se encarrega de adequar o valor do teto do INSS. Sendo assim, caso ele seja confirmado acima dos 4%, os teto passaria dos atuais R$ 6.101 para R$ 6.351,20.

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