Com Basílio e torcida, Corinthians lança exposição dos 40 anos de 1977

Na noite desta terça-feira, que antecede em três dias os 40 anos da conquista do Campeonato Paulista do Corinthians em 1977, que tirou o clube de um jejum de 23 anos sem título, o ex-jogador Basílio, autor do gol na terceira partida final contra a Ponte Preta à época, recebeu cerca de 50 torcedores no cinema do Memorial Corinthians, no Parque São Jorge, e lançou a exposição “1977 Vive”, que trará grandes novidades e fotografias sobre o triunfo.

“Nós não tínhamos a dimensão que este título ia ter, um dos mais valorizados da história do Sport Club Corinthians Paulista. O Corinthians teve gerações e gerações que ganharam. E quem diria que eu, que pulei o muro do Pacaembu para assistir jogo do Corinthians, teria o privilégio de hoje estar aqui, podendo falar com vocês [torcedores], ter este relacionamento, este calor humano”, disse o Pé de Anjo durante o evento.

Dando sequência à valorização ao torcedor corintiano, ele ainda elogiou a diretoria Alvinegra, que sempre se preocupa em enaltecer os atletas que moldaram parte de sua história: “O grande prêmio são vocês [torcedores]. Às vezes falam que os clubes não têm memória. Aqui sempre teve. Isto é uma diferença com os outros. Gostaria de fazer uma menção honrosa aos que nos comandavam: Oswaldo Brandão e Vicente Matheus”, acrescentou.

Em seguida ao momento em que foi aplaudido em pé pelos presentes no local, que inclusive comemoraram novamente o seu gol quando transmitido no telão, Basílio conversou com a Gazeta Esportiva e minimizou a pressão pela ausência de conquistas naquela época.

“Pressão sempre existiu, ainda mais se jogando em um time como o Corinthians. E ficar 23 anos quase sem ganhar, a pressão existia. Mas os jogadores que tinham naquele plantel eram experientes. Para nós foi até muito tranquilo neste aspecto. O equilíbrio desse grupo foi muito positivo”, afirmou.

Dois anos depois, já sem o “peso nas costas”, Pé de Anjo e companhia viriam a vencer outra edição do Paulistão, novamente em cima da equipe de Campinas. Aquele bicampeonato, para ele, confirmava o início de uma nova era do Timão: “O de 79 foi logo em seguida, então foi muito mais equilibrado. Poucas pessoas falam, mas nós que estávamos lá e convivemos, sabíamos que tudo aquilo que estávamos vivendo o Corinthians começou a resgatar. Você pode ver que de 77 para cá a história foi outra”, finalizou.

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