Centro Cultural Casa da Pólvora recebe nesta sexta-feira evento alusivo ao dia 13 de maio

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O Centro Cultural Casa da Pólvora recebe, nesta sexta-feira (17), a partir das 16h, o evento “Desconstruindo o 13 de Maio”, que conta com diversas atrações. A realização é da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) por meio de sua Fundação Cultural (Funjope), em parceria com o Coletivo Pachanama, Ateliê Multicultural Elioenai Gomes e Centro Cultural Casa da Pólvora e faz parte do AnimaCentro.

No pátio da Casa da Pólvora, às 16h, será aberta a Feira das Mulheres Mães Empreendedoras e Criativas. Depois, às 17h, na Casa da Pólvora, será a vez de Elioenai Gomes com a performance “E os nossos filhos?”, que tem como foco principal chamar a atenção ao extermínio dos jovens negros na Paraíba e no Brasil. Tendo em vista que nas últimas décadas o homicídio tem sido a principal causa de morte dos jovens negros.

Às 19h, no Monumento Casa da Pólvora, será aberta a exposição “Força do Sensível”, individual de Davi Queiroz, que tem como mote o poder da mulher no contexto social, sinalizando através de esculturas volumes de uma presença plena, sem definição de fisionomia, as peças carregam a liberdade de identidade, da fortaleza de um gênero potente e fundamental.

No mesmo horário, na sede da Casa da Pólvora, será a aberta a exposição fotográfica “Inayá”, que reúne trabalhos de Ni Fernandes, Carine Fiúza, Juliana Terra e Priscila Buhr. A coletiva tem curadoria de Agda Aquino e é composta por 17 fotografias medindo 30×45, que ficarão expostas até o dia 17 de junho.

Às 19h30 acontece a performance “Palavras negras importam”, experimento cênico criado e roteirizado por Fernanda Ferreira, em que seu texto discute as principais literaturas descritivas da escravidão do negro no Brasil, além de evocar diversos escritores negros que, como sugere o título do espetáculo devem ter espaço e não merecem ser silenciados.Também às 19h30, a Cia Odara vai mostrar a “Dança de preto”, com Luciana Peixoto, Dan Oliveira e Alef Sheldon.

Depois será a vez da Tia Ciata Samba Clube, grupo formado por mulheres de várias partes do País, unidas para entoar suas raízes ancestrais, misturando samba e afoxé. Surge do desejo em comum de reverenciar principalmente o protagonismo das inúmeras sambistas negligenciadas na história.

O grupo conta com Deyse (violão e voz), Tessy (voz), Jadsely (ilú e agogô), Bruna (djembé, ilú, caixa e atabaque), Bárbara (brilhos e efeitos), Lívia (pandeiro, berimbau e voz), Suzany (brilhos e efeitos) Letícia e Dora (alfaia e voz).

Para encerrar a programação, a música do grupo Raízes, que se apresenta a partir das 21h. O grupo foi criado com objetivo de resgatar, fortalecer e visibilizar a cultura afro indígena paraibana. Através de inúmeras linguagens artísticas entre elas dança, percussão, músicas, performances. O grupo elabora e produz apresentações e atividades sócio-educativas e culturais.

Com um repertorio rítmico que congrega o ijexá, o samba de roda, o coco, o maracatu, o samba reggae, a ciranda, o grupo promove espetáculos, shows e oficina que exploram a produção dos artistas tradicionais da terra, das cantigas e canções de domínio público, incluindo também trabalhos autorais.

O projeto – O AnimaCentro tem como objetivo ocupar os espaços históricos revitalizados pela atual gestão com uma programação cultural diversificada no Parque da Lagoa, Praça da Independência, Hotel Globo, Praça Rio Branco, Villa Sanhauá, Pavilhão do Chá, Centro Cultural Casa da Pólvora, Casarão 34 e Praça Antenor Navarro.

Serviço

“Desconstruindo o 13 de Maio”

Local: Centro Cultural Casa da Pólvora (Ladeira de São Francisco, s/n – Centro)

Dia: Sexta-feira (17)

Hora: 16h

Classificação: Livre

Evento gratuito