Câmara solicita ao prefeito Bruno Cunha Lima a prorrogação do pagamento do IPTU pelos contribuintes

O líder do PSD na Câmara Municipal de Campina Grande, vereador Márcio Melo Rodrigues, apresentou requerimento aprovado por unanimidade, para que o Poder Legislativo solicite ao prefeito Bruno Cunha Lima a prorrogação por mais 90 dias o pagamento do IPTU por parte dos contribuintes. A data inicial da quitação está programada até o dia 31 de março de 2022.

Segundo o parlamentar a iniciativa se faz necessário para que os contribuintes possam dispor de mais tempo para quitar o pagamento do referido imposto, em razão de muitos desempregados, como consequência da crise econômica que vive o país e da pandemia da Covid 19 que deixou milhares desempregados. A pandemia da covid-19 no mercado de trabalho segue com alta no desemprego, subocupação e desalento.

ESTUDOS

Com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), em março, o estudo mostra que a taxa de desocupação ficou em 15,1%, o que representa 2,3 pontos percentuais acima do resultado do mesmo período do ano anterior. O crescimento do contingente de desalentados também indica que o mercado de trabalho não se recuperou. Nos últimos 12 meses, o número de pessoas com idade de trabalhar que estavam fora da força de trabalho por conta do desalento avançou de 4,8 milhões para quase 6 milhões, uma alta de 25%.

A análise mostrou ainda que, no primeiro trimestre de 2021, se comparado ao mesmo período de 2020, a taxa de desocupação foi maior para as mulheres (17,9%) do que para os homens (12,2%). Além disso, os mais jovens seguem como os mais prejudicados, com taxa de desocupação de 31%; enquanto o desemprego dos mais idosos é menor (5,7%). Na escolaridade, os trabalhadores com ensino médio incompleto e completo foram os mais impactados pela pandemia na relação com as taxas de desocupação, que avançaram de 20,4% e 14,4% para 24,4% e 17,2%, de 2020 para 2021, respectivamente. Já os trabalhadores com menor taxa de desemprego, no período, foram os que possuem ensino superior (10,4%).

Nas regiões, a alta do desemprego foi generalizada. Com exceção de Roraima e do Amapá, todas as unidades da federação registraram aumento da desocupação este ano. As maiores taxas ficaram com Pernambuco (21,3%), Bahia (21,3%), Sergipe (20,9%), Alagoas (20%) e Rio de Janeiro (19,4%).