BOMBA: Polícia prende ex-vereador em geral envolvidos no caso CELSO DANIEL

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BOMBA: Polícia prende ex vereador foragido envolvido no caso CELSO DANIEL
BOMBA: Polícia prende ex vereador foragido envolvido no caso CELSO DANIEL

Klinger já tinha sido condenado pela Justiça e estava na corrida

ADAMO BAZANI/JESSICA MARQUES

A Polícia Militar prendeu em Santo André, no ABC Paulista, o ex-secretário de serviços públicos da cidade, Klinger luiz de Oliveira Sousa, que foi chefe da pasta na administração do prefeito Celso Daniel, entre 1997 e 2001.

De acordo com informações do Copom – Centro de Operações da Polícia Militar, a prisão ocorreu por volta de 11: 30 h, na Avenida Portugal, uma área nobre da cidade.

Klinger tinha sido condenado por corrupção envolvendo o setor de transporte por ônibus em Santo André e estava na corrida.

A primeira condenação por envolvimento no suposto esquema ocorreu no dia 23 de novembro de 2015. A sentença foi de 15 anos, seis meses e 19 dias de prisão, juntamente com Sérgio Gomes da Silva, que morreu em 2016, e o proprietário da empresa de ônibus e o jornal Diário do Grande ABC, Ronan Maria Pinto, condenado a 10 anos, quatro meses e 12 dias de prisão, em regime fechado.

Ronan está preso desde o dia 25 de maio de 2018, no contexto da Operação Lava-Jato, por ser suposto beneficiário indireto de um empréstimo golpe envolvendo o Banco Schahin, que, em seguida, teria sido recompensado por meio de um contrato irregular entre o Grupo Schahin e a Petrobras, de acordo com as investigações. Sob esta mesma carga, Ronan havia sido preso em abril de 2017.

Na segunda instância, o TJ (Tribunal de Justiça de São Paulo) ainda estão em processo de corrupção em Santo André, condenou o ex-secretário do prefeito Celso Daniel, Klinger luiz de Oliveira, de 17 anos na prisão, o empresário Humberto Tarcísio de Castro, 5 anos de prisão e um dos responsáveis pela associação das empresas de ônibus de Santo André, Luís Marcondes de Freitas Júnior, de 8 anos.

Imagem relacionada

A polícia ainda não deu detalhes da prisão de Klinger, na terça-feira para o Natal.

O ex-secretário foi transferido para o CDP – Centro de Detenção provisória de Vila Palmares, também em Santo André.

O Diário de Transporte não conseguiu localizar a defesa de Klinger, que disse à TV Globo que ainda existem recursos a serem julgados e que a prisão é ilegal.

De acordo com o Ministério Público de São Paulo, este suposto esquema de corrupção no transporte entre 1997 e 2001, teria motivado o assassinato de Celso Daniel, em janeiro de 2002.

O prefeito de Santo André, Celso Daniel, foi sequestrado no dia 15 de janeiro de 2002, na região do Ipiranga, zona Sul da capital paulista. No dia 18, foi encontrado morto, com sinais de tortura, em uma estrada de terra em juquitiba, cidade na Região Metropolitana.

Em duas ocasiões, a Polícia Civil concluiu que o seqüestro e morte, eles foram crimes comuns, mas as investigações do Ministério Público do Estado de São Paulo indicam que a motivação da morte foi um “esquema de corrupção envolvendo funcionários públicos e empresários de ônibus de Santo André”.

O processo de corrupção corre separado do assassinato.

Confira o momento da prisão do Chefe:

Imagens de Cinegrafista amador / Redes sociais

EMPRESÁRIOS CONFIRMAR A CORRUPÇÃO:

De acordo com as investigações dos promotores do MPE de São Paulo, foi justamente esse esquema de corrupção envolvendo o transporte por ônibus na cidade de Santo André, que levou ao assassinato de Celso Daniel, em 2002. De acordo com as conclusões sobre o esquema de corrupção, os proprietários de uma empresa de ônibus que não pagar a propina foram sofrendo uma grande retaliação por a cidade sob o comando do PT em Santo André.

Um dos casos mais emblemáticos foi a Viação São José de Transportes, no momento da família, incluindo a individual.

O empresário Luiz Alberto Angelo, incluindo a individual de cada Criança, o pai da deputada Mara gabrilli, recusou-se a pagar as taxas que, em seguida, de acordo com a investigação, foram encaminhadas para o PT nacional.

A Viação São José, em camadas de serviço para empresas que pago no esquema. Uma das mais importantes linhas de a São José foi o T-45 que foi sobreposto por linha B 47 da viação Padroeira do Brasil.

O Tráfego Padroeira do Brasil pertencia na época, Baltazar José de Souza, concunhado Ronan Maria Pinto, e parceiro de negócios do pai. Foi precisamente na garagem do Carro do santo Padroeiro, localizado no Jardim Bom Pastor, que foi salvo Pajero onde foi prefeito Celso Daniel com Sombra no dia em que somente o prefeito foi levado por criminosos. As sobreposições de linhas contidas na decisão do juiz, o que resultou na condenação à prisão de Ronan Maria Pinto e Sérgio Gomes da Silva, o Sombra, Klinger Luiz de Oliveira.

OUTROS EMPRESÁRIOS DE ÔNIBUS, CONFIRMOU:

De acordo com as investigações dos promotores, foi justamente esse esquema de corrupção envolvendo o transporte por ônibus na cidade de Santo André, que levou ao assassinato de Celso Daniel, em 2002. De acordo com as conclusões sobre o esquema de corrupção, os proprietários de uma empresa de ônibus que não pagar a propina foram sofrendo uma grande retaliação por a cidade sob o comando do PT em Santo André.

Um dos casos mais emblemáticos foi a Viação São José de Transportes, no momento da família, incluindo a individual.

O empresário Luiz Alberto Angelo, incluindo a individual de cada Criança, o pai da deputada Mara gabrilli, recusou-se a pagar as taxas que, em seguida, de acordo com a investigação, foram encaminhadas para o PT nacional.

A Viação São José, em camadas de serviço para empresas que pago no esquema. Uma das mais importantes linhas de a São José foi o T-45 que foi sobreposto por linha B 47 da viação Padroeira do Brasil.

O Tráfego Padroeira do Brasil pertencia na época, Baltazar José de Souza, concunhado Ronan Maria Pinto, e parceiro de negócios do pai. Foi precisamente na garagem do Carro do santo Padroeiro, localizado no Jardim Bom Pastor, que foi salvo Pajero onde foi prefeito Celso Daniel com Sombra no dia em que somente o prefeito foi levado por criminosos. As sobreposições de linhas contidas na decisão do juiz, o que resultou na condenação à prisão de Ronan Maria Pinto e Sérgio Gomes da Silva, o Sombra, Klinger Luiz de Oliveira.

O empresário de transportes, João Antonio Setti Braga, em depoimento a CPI foi criada em Santo André para investigar o esquema, na sessão de 10 de julho de 2002, confirmou que us$ 2,5 milhões foi retirado do caixa da empresa Expresso Nova Santo André, entre o final de 1997 e início de 2000, a ser entregue a representante municipal, no esquema.

Setti Braga, disse que a quantidade de dinheiro que foi entregue a Ronan Maria Pinto, um dos sócios da empresa Expresso Nova Santo André, que foi criado em 1997 para operar no lugar das linhas da EPT – Empresa Pública de Transportes, cujo braço operacional foi privatizada. A taxa foi cobrada para os donos da empresa de ônibus para operar com a paz de espírito.

Eram os donos do Expresso Nova Santo André, João Antonio Setti Braga, Ronan Maria Pinto, Luiz Alberto gabrilli, Baltazar José de Sousa e Carlos Sófio.

“O dinheiro era para ser entregue ao povo da prefeitura como um custo político para operar as linhas com tranquilidade na cidade” – disse na CPI.

Setti Braga disse à CPI que deixou Nova de Santo André no início de 2000 não concordar com os métodos da administração da companhia, no momento, a posição do Ronan e incluindo a individual.

Setti Braga foi o quarto empresário do treinador para confirmar na CPI, na ocasião, que havia pagamento de propina. Os outros, os empreendedores foram Rosângela gabrilli, Luiz Alberto gabrilli, Neto e Sebastião Passarelli.

“O custo de R$ 100 mil por mês foi trazido para nós (os membros da companhia Nova de santo André) por Ronan, que foi indicado por Klinger como uma espécie de interlocutor entre a empresa e o município. Como a maioria concordou, eu tinha que cumprir (o pagamento de uma propina).” – disse Setti Braga na ocasião.

BALTAZAR TAMBÉM CONFIRMOU A SAÍDA DE RECURSOS:

Não se referindo diretamente para a taxa de matrícula ou a possibilidade de pagar para operar com paz de espírito, outros empresários de ônibus confirmados no momento em que o dinheiro veio de uma maneira misteriosa, sem um destino claro.

O Baltazar José de Sousa, um parente de Ronan Maria Pinto e parceiro no negócio. O proprietário do TCPN – Transportes públicos, Parque das Nações, Carlos Sófio, também confirmou a saída de recursos do sistema de ônibus sem finalidade conhecido.

Acompanhe a matéria da Folha de São Paulo da época:

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1107200202.htm

MORTES QUE PODERIAM TER RELAÇÃO COM O ASSASSINATO DE CELSO DANIEL:

Antonio Palácio de Oliveira : o garçom. Assassinado em fevereiro de 2003. Serviu comoSombra e Celso Daniel, no restaurante Rubaiyat, em 18 de janeiro de 2002, a noite do seqüestro. Foi assassinado em fevereiro de 2003. Ele trouxe com ele os documentos falsos, com um novo nome. Membros da família disseram que ele havia recebido R$ 60 mil, de origem desconhecida, em sua conta bancária. O garçom estava ganhando us$ 400 por mês. De acordo com colegas de trabalho, na noite do seqüestro do prefeito, ele teria ouvido uma conversa sobre o que teria sido impulsionado, em silêncio.

Quando ele foi convocado a depor, disse à Polícia que ambos Celso e a Sombra parecia ser tranquila e que ele não tinha ouvido nada de estranho. O garçom veio a ser objecto de um telefonema gravado pela Polícia Federal entre a Sombra e o então vereador de Santo André Klinger Luiz de Oliveira Souza (PT), oito dias depois de o corpo de Celso ter sido encontrado. “Você se lembra o garçom que servia lá no dia do jantar é sempre servido ou era um cara diferente?”, ele perguntou Klinger. “Ele era a cara do costume”, respondeu a Sombra.

Paulo Henrique Brito : uma testemunha da morte do garçom. Foi morto no mesmo local com um tiro nas costas. Assassinado em março de 2003

Iran Moraes Rédua: reconheceu o corpo de Daniel. Assassinado – Dezembro De 2003. O agente funerário foi a primeira pessoa que reconheceu o corpo de Daniel na estrada em juquitiba e chamou a polícia.

Dionizio Grave: a suposta ligação entre a quadrilha e a Sombra. Assassinado Em Abril De 2002.O prisioneiro apontado pelo Ministério Público como o elo de ligação entre o Sérgio Sombra, acusado de ser o mandante do crime, e a quadrilha que matou o prefeito, foi assassinado na prisão, na frente de seu advogado. Abriu a fila. Sua morte se deu três meses depois de Celso, e dois dias depois de ter dito que teria informações sobre o episódio. Ele havia sido resgatado da prisão dois dias antes do sequestro. Foi recapturado.

Sergio Ouvido: Amigo Severo. Assassinado em 2002. O homem que foi no período em que a operação teria sido organizado, Sergio Orelha, foi também assassinado. Outro preso, Airton Feitosa, disse que a Grave relatado para ter conhecimento do esquema de matar Jacó, e que um “amigo” (de Celso), que seria a responsável por atrair o prefeito para uma armadilha.

Otávio Mercier: investigador que você chamar a Grave. Morto em julho de 2003. O investigador do Denarc Otávio Mercier, que chamou para Stern, na véspera do sequestro, morreu em troca de tiros com homens que tinham invadido seu apartamento.

Carlos W. Printes: o juiz encontrado morto em 12 de outubro de 2005. Concluiu que Celso Daniel foi torturado antes de ser assassinado.

CONDENADO NO CASO:

Apesar de o Ministério Público ter relacionadas com fatos e dados que ele considera como prova, para determinar que o assassinato de Celso Daniel foi um crime político envolvendo as empresas de ônibus de Santo André e do PT Nacional, apenas os chamados “operadores” do seqüestro e o assassinato foram condenados.

Sérgio Gomes da Silva, o Sombra, estava também relacionada com o julgamento, no entanto, seus advogados conseguiram que ele foi excluído, não provando a inocência em si, mas por um detalhe técnico. De acordo com o argumento, os advogados de Sergio Gomes da Silva não tem acesso a outras provas, que possa prejudicar a defesa, com o cancelamento do procedimento.

Confira o interrogado e julgado:

Marcos Roberto Bispo dos Santos – Marquinhos: ele Foi apontado pelo Ministério público como sendo o motorista de um dos três carros que participaram do sequestro do ex-prefeito de Santo André. Após a prisão, em 2002, ele confessou para a polícia participação no crime.A confissão aconteceu na sede do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoa), em São Paulo, e foi contestada pela defesa, que alega que o cliente foi vítima de tortura. Bispo dos Santos foi condenado a 18 anos de prisão pela morte de Celso Daniel.

Rodolfo Rodrigo dos Santos Oliveira – Bozinho:

Rudolph também confessou para a Polícia Civil para ser um dos executores do Celso Daniel. No tribunal, no entanto, Bozinho mudou a versão e disse que foi torturado pela polícia e obrigados a confessar um crime que não cometeu. Em 2006, no entanto, Oliveira fugiu da prisão em Franco da Rocha, na grande São Paulo, e só foi recapturado no ano seguinte. Na versão do ministério público, também é apontado como a pessoa que cercaram o carro de Celso Daniel, e removido o ex-prefeito do veículo onde ele estava. Para escapar da penitenciária, em 2006, o Bozinho também foi acusado de envolvimento na morte da agente de escolta e vigilância penitenciária Genivaldo Lourenço da Silva, baleado durante a ação. Oliveira tem sido apontado também pelo irmão do autor dos disparos. Rodolfo foi condenado a 18 anos de prisão e já estava preso. Por ser menor de 21 anos na época do crime, foi um fator atenuante na pena.

José Edison da Silva – Zé Edison: Nomeado por dois acusados como mandante dos tiros contra Celso Daniel, também foi registrada no inquérito da morte do ex-prefeito de Santo André. O juiz Antonio Augusto Galvão de França Hristov, da 1ª Criminal do tribunal de justiça de Itapecerica da Serra, decidiu condená-lo a 20 anos de prisão.

Ivan Rodrigues da Silva – o “Monstro”: Apontado pela Polícia Civil como chefe da quadrilha, que atuava na favela Pantanal e sequestrou e matou o prefeito Celso Daniel. Na versão da polícia, a quadrilha era liderada por Ivan Rodrigues da Silva e Itamar Messias dos Santos. A hipótese levantada é a de que o crime foi cometido por conta de uma suposta tentativa de sequestro foi frustrado. Depois que descobrir a identidade real de um ex-prefeito, os criminosos teriam assassinado o ex-prefeito. Em depoimento À CPI dos Bingos, em 2005, o “Monstro”, disse o ex-prefeito foi sequestrado por ocupar um carro importado após a frustrada busca de um Dakota, na mesma noite de 18 de janeiro. A versão da polícia contradiz o Ministério Público, que concluiu que o crime foi político. Diz o Pna, Celso Daniel foi morto porque não concordou com a esquema de corrupção instalado na Prefeitura de Santo André. Os desvios estaria servindo não para abastecer o caixa do PT, mas para enriquecer os envolvidos. Ivan Rodrigues foi condenado a 24 anos de prisão e já estava preso antes do julgamento.

Elcyd Oliveira Brito – João: ele Foi condenado a 22 anos de prisão por homicídio duplamente qualificado, mediante promessa de recompensa, e pela utilização de recurso que tornou difícil a defesa da videothe último. De acordo com o Ministério Público, Elcyd seria o autor de uma carta endereçada para o empresário Sérgio Gomes da Silva, o “Sombra”, para cobrar o pagamento de R$ 1 milhão para a morte do prefeito. Preso em 2002 para o crime, Elcyd fugiram do Centro de Progressão Penitenciária de Pacaembu em 4 de agosto, 2010 escalar e pular os dois bares que cercaram a penitenciária, juntamente com dois outros prisioneiros. Elcyd estava preso na época.

Itamar Messias Silva dos Santos, Olho de Gato: foi condenado a 20 anos de prisão em regime inicial fechado – por participação na morte do ex-prefeito de Santo André Celso Daniel. Considerada como ” a mão direita de Monstro, Itamar trabalhou como office-boy antes de cumprir pena na Cadeia Pública da Coroa até o ano 2000, por roubo e porte de drogas. Durante a CPI dos Bingos ele confirmou a tese de crime comum e disse que ele teria liberado o prefeito de Santo André, se ele sabia quem ele era.

Laércio dos Santos Nunes – Lalo: Era um “menor” na época do crime – 16 anos de idade: ele Foi apontado pela Polícia Civil como um dos autores dos disparos que mataram Celso Daniel. Preso na antiga Febem (hoje Fundação Casa), do Tatuapé, no momento do crime, ele fugiu da unidade prisional em 2005, e só foi recapturado no ano seguinte, em Taboão da Serra, na grande São Paulo. Depois de ser preso pela primeira vez, o jovem conhecido como “Lalo”, confessou o crime e disse que praticou o ato a mando de José Edson da Silva, um dos líderes do sequestro, coação.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Jessica Marques para o Jornal de Transporte

Fonte: diariodotransporte.com.br

VEJA TAMBÉM:

O irmão de Celso Daniel: “Quem mandou matar o meu irmão foi para a Cúpula do PT” – VER AQUI

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