Bolsonaro anunciou enviar tropas para o STF e destituir os 11 ministros, mas desistiu, de acordo com revista

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Bolsonaro anunciou enviar tropas para o STF e destituir os 11 ministros, mas desistiu, de acordo com revista
Bolsonaro anunciou enviar tropas para o STF e destituir os 11 ministros, mas desistiu, de acordo com revista

De acordo com informações da Revista Piaui, o presidente da República Jair Messias Bolsonaro, chegou a aventar a possibilidade de intervir no Supremo Tribunal Federal, por meio de tropas das Forças Armadas com o objetivo de remover os 11 ministros que integram a Suprema Corte. A ideia ocorreu no decorrer de uma reunião no Palácio do Planalto ocorrida no mesmo dia em que Celso de Mello proferiu a decisão de liberar o vídeo da reunião ministerial do dia 22 de abril. Ainda segundo a reportagem do veículo de comunicação já mencionado, o estopim para a revolta do Chefe de Estado com o STF teria sido por consequência da chance dele precisar entregar seu celular para que fosse apreendido para averiguação na investigação que apura uma possível interferência política na Polícia Federal.

Estiveram presentes neste reunião o mandatário e Generais que fazem parte da alta cúpula do governo, como o ministro de Gabinete de Segurança Institucional, General Augusto Heleno, General Braga Neto (Casa Civil) e Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo. Além deles, posteriormente teriam ingressado no encontro o ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, o ministro da Defesa, Fernando Azevedo, e José Levi, titular da Advocacia-Geral da União.

O General Augusto Heleno, por sua vez, foi o único que pareceu tentar mudar a ideia do presidente no momento de fúria, de acordo com a reportagem da revista. Na opinião de Heleno, o momento não era o adequado para que se houvesse uma intervenção direta em outra esfera de poder.

Após a alta tensão envolvendo o poder Executivo e Judiciário, militares do interior do governo e também de fora, tentaram apaziguar a situação. Heleno, mais uma vez, ainda agiu para que encerrasse o atrito. Na ocasião, ele afirmou que uma intervenção militar não resolve nada e só existe na “cabeça da imprensa”. “Não houve esse pensamento [de intervenção] nem da parte do presidente nem dos ministros”, afirmou ele pouco dias depois da ser cogitado o envio de tropas para a Suprema Corte.

Com a informação: Revista Piaui