Azevedo anunciará primeiros nomes da equipe mas descarta surpresas

O governador eleito da Paraíba, João Azevedo (PSB), admitiu que até sexta-feira pretende anunciar os primeiros nomes do seu secretariado e de escalões intermediários, mas preveniu que não haverá grandes surpresas e que por se tratar de um governo de continuidade alguns secretários da atual gestão de Ricardo Coutinho deverão permanecer. “Há secretários que serão substituídos por opção própria e outros por questão de perfil. Isso é um processo natural, feito de uma forma muito tranquila”, assinalou Azevedo em entrevista a uma emissora de rádio.

Ele participa hoje em Brasília da reunião com os governadores eleitos do Norte e Nordeste, às 10h, no escritório de representação do Ceará na Capital Federal. A informação do encontro foi confirmada, via assessoria do governador do Piauí, Wellington Dias, do PT, que é o coordenador do grupo do Nordeste. Além da reunião de hoje, o governador paraibano deverá participar no próximo dia 12 de reunião com o futuro ministro da Justiça, Sergio Moro, para a discussão do enfrentamento dos problemas da criminalidade no país. Indagado sobre um provável encontro com o presidente Jair Bolsonaro, Azevedo destacou que até o momento não há diálogo previsto porque, oficialmente, não houve uma convocação. “Desde que convocado, participarei de qualquer reunião com o presidente da República”, enfatizou ele.

Hoje em Brasília, de acordo com a “Agência Brasil”, os gestores também vão acompanhar de perto as votações sobre securitização da dívida ativa e regulação da cessão onerosa de gás e petróleo. O texto autoriza a União, os Estados, o Distrito Federal e os municípios a cederem, com ônus, os direitos originários de créditos tributários e não tributários, inclusive inscritos em dívida ativa. No Senado Federal, a prioridade dos governadores é a de acompanhar a votação do projeto que trata do bônus de assinatura, complemento da cessão onerosa de gás e petróleo. Os governadores planejam, ainda, ter uma reunião com o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, para conversar sobre os fundos partidários dos Estados e municípios.

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