Auxílio emergencial vai até junho de 2021? Veja o que afirma Paulo Guedes

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De acordo com reportagem da revista Veja, o governo federal teria planos de estender o auxílio emergencial até junho de 2021. “Inicialmente, sem alternativas, o governo vai tentar estender o auxílio emergencial até março de 2021, mas caso o país não tenha se recolocado nos trilhos do crescimento, pode ir até junho do próximo ano”, declarou a revista.

A ordem de seguir com o programa teria sido dada pelo próprio presidente Jair Bolsonaro, isso porque o chefe do executivo não acredita haver mais tempo hábil para votar e colocar em prática  qualquer reforma este ano. Assim, para não deixar desassistidos 38 milhões de brasileiros, a solução imediata seria prorrogar o benefício para manter a população de baixa renda.

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Porém, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou na quarta-feira, dia 7 de outubro, que o pagamento do auxílio emergencialserá encerrado em dezembro e nega qualquer informação que anuncia a extensão até junho de 2021. “Essa articulação pela prorrogação do auxílio não existe”, disse o ministro em resposta ao Valor Investe.

Guedes se pronunciou após o site da Veja informar que o ministro tem agido segundo um único lema na últimas semanas: “dinheiro na veia”, em vez de se dedicar a elaboração e aprovação de reformas.

Segundo a reportagem, essa é a forma do ministro mostrar para os parlamentares e outros ministros que o importante para o governo agora é manter a renda da população por meio de programas assistenciais, como é o caso do auxílio emergencial e do Renda Cidadã, programa que vem para substituir o Bolsa Família.

A revista argumentou também que Bolsonaro teria deixado claro para a equipe econômica que se a renda cair brasileira cair de forma abrupta, a atitude do governo será a de amparar a renda das pessoas que são responsáveis pela sua popularidade, ou seja, que podem apoiar a sua reeleição em 2022.

Auxílio emergencial

O auxílio emergencial foi criado com o objetivo de durar os meses de abril, maio e junho. Depois, por meio de um decreto, o governo prorrogou por mais duas parcelas (julho e agosto) , a causa é a extensão do estado de calamidade pública por causa da pandemia. Para essas cinco prestações cada parcela foi de R$ 600.

Mas, de novo em razão do coronavírus, o benefício foi prorrogado em mais quatro parcelas até dezembro, mas no valor menor de R$ 300.

Veja também: Auxílio Emergencial: Saiba qual é o prazo para sacar o benefício

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