Assembleia já foi palco de agressões entre os próprios deputados

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Assembleia já foi palco de agressões entre os próprios deputados
Assembleia já foi palco de agressões entre os próprios deputados

A decisão do presidente da Assembleia Legislativa, Adriano Galdino (PSB), que proibiu terminantemente que os parlamentares andem armados em plenário ou no interior do prédio, mesmo que o novo decreto presidencial lhes permita essa prerrogativa, repercutiu favoravelmente junto à sociedade paraibana, conforme registra o colunista Abelardo Jurema na edição de hoje do “Correio da Paraíba”. Para o colunista e membro da Academia Paraibana de Letras, tratou-se de uma medida firme e sensata do dirigente da Casa de Epitácio Pessoa. “O Parlamento é ambiente para se discutir ideias e não para trocar tiros”, afirmou o colunista do “Correio”.

Analistas políticos que fazem a cobertura regular de sessões na Assembleia Legislativa lembram que a ALPB já foi palco de agressões entre os próprios deputados. Um dos mais notórios episódios foi o embate entre o deputado Afrânio Bezerra e o deputado Marcus Odilon Ribeiro Coutinho, há mais de duas décadas, em plena sessão ordinária. No calor de uma discussão que ambos travaram, Afrânio Bezerra sacou um revólver e atirou contra Marcus Odilon, que foi também prefeito de Santa Rita. Este ainda encontrou forças para revidar a agressão, com uma dentada no nariz de Afrânio. O parlamentar ferido foi socorrido para um hospital em João Pessoa, onde escapou das sequelas do disparo efetuado.

Em legislaturas passadas tornaram-se corriqueiras as rixas pessoais entre deputados, que não raro andavam armados em plenário temendo surpresas desagradáveis ou agressões inesperadas. José Lira e Luiz de Barros protagonizaram momentos de tensão na Casa quanto ao perigo de enfrentamentos ou desforço pessoal. Levi Olímpio teve como inimigos expoentes da família Pereira, da região de Pombal, como Chico Pereira, chefe do “clã” e Aércio Pereira, já falecidos. A crônica do Poder Legislativo assinala, ainda, trocas de empurrões entre parlamentares, inutilização de cédulas em processos eleitorais internos e antológicas viradas de Mesa, como a que levou o deputado Fernando Milanez, em 1981, a derrotar o candidato Assis Camelo na disputa pela presidência da Casa. Camelo era o ungido pelo governador de plantão, Tarcísio Burity, que reuniu deputados governistas em Palácio para uma prévia e saiu convencido de que o consenso estava assegurado. Milanez, descontente com o resultado, articulou uma dissidência com o deputado José Fernandes de Lima, do antigo PMDB, logrou se eleger, formando Mesa eclética e infligindo fragorosa derrota a Camelo e ao seu patrono, Burity.

A Assembleia, há mais de uma década, vem preservando conceito entre a população paraibana por iniciativas constantes de “agendas positivas” que envolvem a discussão dos graves problemas do Estado e a formulação de soluções para esses problemas. Nas gestões de Ricardo Marcelo, Adriano Galdino, Gervásio Maia foram deflagrados debates, bem como audiências públicas, sobre temas momentosos. Também criaram-se caravanas de deputados em demanda de cidades do interior para verificação “in loco” das demandas mais urgentes. As Sessões itinerantes tornaram-se marca registrada e os parlamentares desempenharam papel importante na luta pela concretização do projeto de transposição das águas do rio São Francisco. Adriano Galdino credenciou-se a tal ponto que foi reconduzido para a presidência da Assembleia por mais dois biênios. O seu compromisso é com a garantia das prerrogativas do Poder e do entrosamento com o Executivo na busca de soluções para questões mais candentes em pauta.

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