Análise de NBA 2K21 — mais do mesmo? — Opinião

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Análise de NBA 2K21 — mais do mesmo? — Opinião
Análise de NBA 2K21 — mais do mesmo? — Opinião

NBA 2K21 é o vigésimo terceiro jogo da série oficial de NBA da responsabilidade da Visual Concepts e da 2K Sports — propriedade da Take-Two Interactive. O título foi lançado no passado dia 4 de setembro para a atual geração de consolas e para o computador — Nintendo Switch, PlayStation 4, Xbox One, Windows e Google Stadia. É, infelizmente, um remoer em cima da mesma temática, mas sem grandes adições.

É compreensível a forma com a 2K Sports procura dinamizar o conteúdo da série NBA, no entanto, quando nos aproximamos de um final de geração, as valências de um qualquer jogo tendem a manter-se quase inalteradas. Contudo, no caso desta franquia, também o conteúdo não mudou muito, ainda para mais, os aspetos mais negativos como é o caso da presença de microtransações mantém-se — não faz muito sentido existir num título desportivo qualquer tipo de microtransação que beneficie alguns jogadores pelo seu poder económico. É simplesmente errado e injusto para com a restante comunidade que tem de se esfalfar para conseguir acompanhar.

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O fraco desempenho deste novo jogo pode ser, eventualmente, explicado com a divisão da equipa para produzir este jogo para novas plataformas, como é o caso da nona geração de consolas — a Xbox Series X e a PlayStation 5 — que devem ter provocado inúmeros problemas em termos de otimização do desenvolvimento. É normal, qualquer estúdio sente as dificuldades de adaptação nos primeiros tempos e 2K Sports não é diferente.

O modo “MyCareer”

O modo carreira de 2K21 aborda a vida de Júnior (como é mencionado) — mas que na verdade até pode ter outro nome escolhido por si — é um jovem talento que fica ofuscado pela grandiosa carreira do pai. A sua jornada começa na escola secundária na disputa de um jogo para a NBA Draft. “The Long Shadow” é o nome de toda a narrativa e enredo que rodeia a história deste adolescente — que como todos, lida com problemas típicos da idade.

O título permite que escolha entre seguir um percurso “normal”, em que começa com o jovem Júnior na competição em escolas secundárias, depois na universidade, na liga de verão e finalmente no tão aclamado NBA Draft. Por outro lado, se preferir começar logo com a carreira na NBA, pode saltar todo este enredo inicial e começar logo a tratar da sua entrada para a National Basketball Association.

O jogo em si é semelhante aos títulos anteriores da série. O jogador joga principalmente jogos da NBA com jogadores e equipas da vida real ou equipas personalizadas; os jogos seguem as regras e objetivos dos jogos da NBA, como seria de esperar. Vários outros modos de jogo estão presentes e muitas configurações podem até ser personalizadas. Até seis equipas expansíveis podem ser criadas e usadas ​​nos modos MyLeague e MyGM (modo presente desde 2014, onde pode gerir a sua equipa), com a possibilidade de ter uma liga com 36 equipas, onde qualquer equipa pode ser alterada e rebatizada. Pela segunda vez em toda a franquia, todas as 12 equipas WNBA estão disponíveis para jogar em NBA 2K21. Há 67 equipas clássicas disponíveis, como a Toronto Raptors 2018-19, a Golden State Warriors 2016-17 e a Cleveland Cavaliers 2015-16.

Ainda no âmbito do modo de carreira, os jogadores terão a oportunidade de escolher entre um jogador masculino ou feminino como personagem para a próxima geração de consolas. “The Neighbourhood” também voltou a este MyCareer através da 2K Beach, onde os jogadores podem personalizar o seu guarda-roupa, fazer os cortes de cabelo necessários e algumas tatuagens nos seus jogadores. Além disso, estes podem também fazer os seus treinos e executar exercícios práticos para melhorar os seus atributos dentro das instalações da equipa. Contudo, segundo revelou a 2K Sports, o progresso dentro do MyCareer pode não poder ser transportado na mudança de geração, devido a algumas alterações feitas na organização do jogo na próxima geração.

Jogabilidade — com melhorias significativas

NBA 2K21 pouco traz em termos de melhorias face ao título anterior. Conta agora com o novo “Pro Stick” que é, nada mais, nada menos, do que um modo que permite uma maior liberdade no controlo e interação dos movimentos do jogador em campo. Por exemplo, numa tentativa de fazer um cesto, em vez de aguardar que se atinja o momento certo numa barra de esforço — como acontecia anteriormente — conseguimos agora através de um jogar de analógicos realizar diferentes abordagens ao mesmo impulso e trajetória da bola.

Em jogos anuais, é raro ver grandes transições em termos de conteúdo e, nomeadamente, em jogabilidade. Este é um caso explicito, pois somos confrontados com características semelhantes a NBA 2K20, mas com equipas atualizadas e um novo enredo. Muito provavelmente, só no lançamento da próxima geração poderemos ter uma ideia mais alargada daquilo que estará por vir, senão, só mesmo com o lançamento de NBA 2K22.

Para alguns jogadores, este modo permitirá “driblar” os oponentes, no entanto, para todos aqueles que já se habituaram à simplicidade de aguardar o momento exato para pressionar alguns botões, vão sentir a dificuldade que é experimentar esta nova implementação. Pode ser que tenha mais sucesso futuramente, se for um indivíduo que se adapte facilmente a novas mecânicas.

Este novo NBA 2K21, acrescenta pela nona vez na série, o modo MyTeam, um modo baseado na ideia de construir e levar à vitória a sua equipa de basket, onde coleciona uma vasta quantidade de cartas virtuais com algumas das melhores lendas da NBA. Os jogadores reúnem-se e disputam entre equipas, competições semelhantes a torneios de basket contra outros jogadores nos mais diversos formatos. Infelizmente, como tem vindo a ser uma tendência, os jogadores podem caminhar pelos trâmites normais e conseguir evoluir a sua equipa ou optar pelo lado mais fácil e comprar a moeda virtual (as irritantes microtransações).

É este tipo de adições que estraga e enfurece a comunidade, ainda para mais, quando estamos perante um jogo que pouco acrescentou face ao antecessor. Não seria mais prudente remover, pelo menos, neste jogo? Não sei, isso daria algum alento para a comunidade ponderar comprar 2K21.

Multiplayer — com problemas de latência

É notório o compromisso em desenvolver mecânicas mais suavizadas em toda a gameplay, no entanto, uma vez mais, parece que a 2K Sports ainda não aprendeu a desenvolver servidores estáveis. Jogar online, torna-se um verdadeiro desafio — animações e jogadores têm um delay muito grande nas suas ações. É quase preferível jogar contra o computador, do que fazer um jogo online.

Existem melhorias, mas não são suficientes para acabar com os problemas inerentes de ter uma certa quantidade de jogares a forçarem o servidor a registar cada jogar de analógicos e de botões. NBA 2K21 adiciona um novo bairro com tema de praia — Venice Beach — para os jogadores passearem e se enfrentarem uns contra os outros usando os seus próprios jogadores. Embora os jogos em estacionamento possam ser interessantes, a ligação ao servidor não colabora.

Qualidade gráfica

A nossa avaliação deste título foi levada a cabo num computador, cujas especificações são um Intel i7-8700K, uma GTX 1060 6GB, 16 GB de RAM 4.000 mHz (operadas a 3.600 mHz), um M.2 NVMe SSD Gigabyte Aorus 1TB Gen4 5.000 MB/s (de leitura), que em conjunto com um monitor Full-HD 144Hz nos levou a concluir que o desempenho gráfico de NBA 2K21 foi bastante promissor — não ficará nada desapontado se operar nesta resolução, no entanto, há relatos de alguns problemas quando operado em 4K, nomeadamente em animações e cut-scenes.

As texturas são um exemplo de melhorias que têm vindo a ser fortemente implementadas ao longo de toda a série — também não seria de esperar outra coisa de um jogo que é lançado anualmente, não é verdade? — mas, sobretudo o motor gráfico, que em conjunto com a experiência de jogabilidade demonstram alterações na performance bastante importantes (evita perder o ritmo ou lidar com jogadores desorientados).

O ritmo e a cadência de frames-per-second foram suficientes, rondando os 60 fps numa consistência quase total, no entanto, quando entravam as cut-scenes notava-se uma ligeira quebra desse ritmo, levando por vezes a baixar para 40/50 fps momentaneamente. Apesar disso, não existe muito a apontar neste quesito. Cumpre com aquilo a que se propõe.

Veredito

Este título afigura-se como um jogo novo, no entanto, espelha as restrições de toda uma geração ao se parecer mais com uma atualização de NBA 2K20 do que como uma nova introdução na franquia. Sendo assim, não irá notar grandes diferenças, tirando um ou outro aspeto mais peculiar, mas se achar que equipas atualizadas e algumas mecânicas novas são suficientes, convidamo-lo a experimentar NBA 2K21.

O enredo deste novo título regressa com muitas das ideias daquilo que foi o seu antecessor, a qualidade gráfica levada a cabo pela Visual Concepts é louvável, pelo que se for um jogador de consola e pretender adquirir uma consola da nona geração — Xbox Series X ou PlayStation 5 — deve considerar aguardar e comprá-lo para esse tipo de plataforma, para o jogadores de PC, eis uma boa oportunidade de o adquirir ou esperar pelo Natal para o receber de presente (74,99€ para PS5 e XSX).

Exposta a nossa opinião ao mais recente título da série oficial de NBA, gostaria de agradecer à InfoCapital e à 2K Sports por possibilitar a nossa análise o mais atempadamente quanto possível. Continue a acompanhar-nos aqui e no nosso canal do Youtube para mais análises de produtos, veículos e videojogos.

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