Análise a NieR Replicant: uma fantasia pós-apocalíptica

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O Nier Replicant/Gestalt original é considerado um clássico, no entanto, acabou por ser posto um pouco de parte em favor do seu sucessor, Nier Automata, que chegou quase a ser jogo do ano 2017. Confesso que nunca cheguei a jogar Nier Gestalt e muito menos a versão japonesa (Nier Replicant original), mas digo desde já que a minha experiência com esta nova versão foi positiva e refrescante.

O enredo do jogo segue um personagem conhecido como Nier apesar de os jogadores terem a possibilidade de o nomearem o que quiserem. Nier é um rapaz que procura incansavelmente uma cura para a estanha doença que afeta a sua irmã mais nova, Yonah. Ou seja, acaba por ser a mesma história de 2010, mas não desaponta, porque toda a emoção está lá e os eventos que se passaram não são facilmente esquecidos, nem sequer certos segmentos que são literalmente contados por escrito mesmo à nossa frente. O único senão deste tópico são as primeiras 2 horas de jogo que são desenroladas muito lentamente, mas após este ponto começa uma fantástica viagem.

Como também não poderia faltar num jogo de Yoko Taro é preciso mais do que uma “playthrough” para toda a história ser contada, no meu caso em específico quase fiz um amigo (extremamente leal à franquia Nier/Drakengard) sentir-se insultado caso não fizesse mais do que uma “playthrough”.

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Graficamente o jogo está muito melhor do que a sua versão anterior, como seria de esperar. No entanto, comparado a Nier Automata, um jogo de 2017, parece que não evoluiu muito, desperdiçando assim algum potencial e não existindo sequer alguma melhoria especializada para a nova geração de consolas.

A banda sonora é toda ela uma remasterização da original e ainda consegue ser melhor que a já referida. Regressam temas favoritos e variados que captam a essência dos acontecimentos e localizações por onde passamos. E muito sinceramente é um tópico onde não existe mais nada a apontar senão a fantástica qualidade.

Quests

As quests de Nier Replicant deixaram-me bastante dividido. As missões principais são extraordinárias e variadas (na sua maioria) onde nos são apresentados vários locais prontos a serem explorados, já para não falar na variedade de incríveis bosses finais que aparecem na maioria delas. No entanto, certas dessas missões principais acabam a certo ponto por deixar-me um pouco vazio e acabei a dar por mim algumas vezes a tentar limpar várias salas de inimigos o mais rapidamente possível para tentar chegar ao boss. Compreendo que hordas de inimigos seja um dos pontos de jogos hack and slash como este, mas também acredito que este conceito poderia ter sido revisto melhor para o remake.

No que toca a missões secundárias acredito ainda que este deveria ter sido um tópico completamente refeito. A maioria delas acaba por nos fazer passar por um moço de recados a recolher diversos materiais para o cliente ou até a encontrar certos objetos escondidos. É definitivamente uma mecânica que não envelheceu nada bem. O ponto positivo é que ficamos livres para nos concentrarmos ao máximo na fantástica história.

Personagens e Mundo

Nesta nova versão, todos os personagens têm voz, mas é sobretudo nas excelentes atuações (de voz) dos personagens principais que se deve focar. As prestações dos atores escolhidos captam a exata personalidade dos personagens conseguindo também transmiti-lo. Desde a figura de guerreira solitária de Kainé, à impaciência e astúcia de Grimoire Weiss até à inocência de Emil, tudo foi captado de forma extraordinária. Os modelos tridimensionais também foram refeitos com mais detalhe mantendo-se fiéis à estética original.

O mundo de Nier Replicant também foi refeito com um visual mais apelativo, mas continua a apresentar um sentimento quase “morto”, é verdade que se trata de um cenário pós-apocaliptico, mas nem este deve ser assim tão estático. Mesmo com os novos visuais existe ainda falta de detalhes nas localizações e os personagens (NPC) são literalmente saídos de 2010, como já referi os modelos tridimensionais foram todos refeitos, mas a maioria destes personagens fica simplesmente plantada no mesmo sítio com uma única fala para dizer (na maioria das vezes) o tempo inteiro. Esta falta de dinâmica acaba por afetar a experiência oferecida por uma modernização de um clássico.

Combate

O combate é um ponto extremamente forte deste jogo. Tem uma ótima fluidez que é combinada com incríveis efeitos visuais e sonoros. A mistura entre ataques corporais, ataques mágicos e o movimento do personagem foi muito bem conseguida e oferece ao jogador várias maneiras criativas de enfrentar os diversos oponentes. Para enriquecer esta criatividade é possível alternar entre três categorias de armas corpo a corpo, mecânicas que no campo de batalha acabaram por se tornar extremamente úteis e dinâmicas, especialmente nas dungeons de final de jogo.

Porém, fica o aviso de que este arsenal acaba por ser do género “utilizar o mais forte que se tenha” visto que os upgrades que se pode fazer dependem de um enorme grind que requer “farmar” os robôs que habitam a dungeon em Junk Heap. O lado positivo é que existe um elemento de personalização na forma de palavras que podemos dar às armas de forma a aumentar certos atributos sem precisarmos de “farmar” tanto, visto que estas aparecem várias vezes em inimigos comuns.

Para além destas mecânicas não é muito recomendado escolher dificuldades mais difíceis já que torna apenas os inimigos autênticas esponjas de dano que requerem muito mais tempo e muito mais “button mashing” para derrotar, especialmente no início do jogo quando o equipamento é fraco e o jogador só quer avançar para as melhores partes da história.

Veredito: Nier Replicant

Nier Replicant é sem dúvida uma melhoria em relação à sua versão original, com os novos visuais, animações e até banda sonora. O grande problema é que já começa a mostrar como parte do seu design já está antiquado. A falta de dinamismo no mundo e a falta variedade nas suas quests são os pontos negativos mais destacáveis, mas também a lenta velocidade a que se dá a evolução do personagem perto do final do jogo.

De qualquer forma o enredo e personagens são inesquecíveis e valem definitivamente uma playthrough, ou mais do que uma, no caso de um jogo de Yoko Taro. Gostaria também de agradecer à Ecoplay pela oportunidade concedida ao fornecer-nos este material para análise no site, que nos permitiu viver esta incrível história.

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