Carteiros e Correios na Paraíba em Greve: Trabalhadores Cobram Reajuste Salarial e Manutenção de Acordo Coletivo

Carteiros e Correios na Paraíba em Greve: Trabalhadores Cobram Reajuste Salarial e Manutenção de Acordo Coletivo

Greve dos Correios na Paraíba: O Que Você Precisa Saber

Carteiros e funcionários dos Correios na Paraíba decidiram entrar em greve, um movimento que promete impactar os serviços postais em todo o estado. A decisão foi tomada de forma unânime em assembleia realizada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos na Paraíba (Sintect-PB) na noite de terça-feira (16).

A categoria reivindica, principalmente, a **manutenção de um acordo coletivo** referente à campanha salarial. O ponto central da cobrança é o **reajuste salarial pela inflação**, algo que, segundo o sindicato, não tem recebido retorno da empresa e do governo federal desde junho.

O secretário-geral do Sintect-PB, Tony Sérgio, explicou que as negociações se arrastam há mais de seis meses, com a empresa constantemente prorrogando as discussões sem apresentar uma solução concreta. Ele ressaltou que, apesar das preocupações com o que chamam de “desmonte” dos Correios nos últimos anos, a greve atual foca especificamente na questão salarial.

Reivindicações Claras: Inflação e Acordos

A pauta da greve é direta: garantir a **reposição da inflação nos salários** dos trabalhadores e o cumprimento do acordo coletivo. Tony Sérgio enfatizou que esta é uma mobilização sem precedentes na história do sindicato, focada estritamente na defesa do poder de compra dos funcionários e no respeito aos compromissos firmados.

A Paraíba se torna um dos primeiros estados a oficializar a paralisação. Para esta quarta-feira (17), está prevista uma **mobilização em João Pessoa**, no Complexo Operacional Administrativo (COA), sede dos Correios no bairro do Cristo Redentor, a partir das 7h, marcando o início da greve.

Impacto da Greve e Próximos Passos

A paralisação dos carteiros e funcionários dos Correios na Paraíba pode gerar atrasos na entrega de correspondências e encomendas em todo o estado. A expectativa é que outras categorias e estados também se juntem ao movimento caso as negociações não avancem.

O sindicato reitera que a **greve é um último recurso** diante da falta de diálogo e de respostas concretas por parte da administração dos Correios e do governo federal. A categoria permanece mobilizada e aguarda uma proposta que contemple as justas reivindicações.

Francisco Araújo

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