Eleição em Cabedelo: diplomação mantida, mas prefeito eleito segue afastado
Justiça Eleitoral mantém diplomação em Cabedelo, mas prefeito eleito segue impedido de assumir
A Justiça Eleitoral decidiu, neste domingo (19), manter a diplomação dos eleitos nas eleições suplementares de Cabedelo. No entanto, o prefeito eleito Edvaldo Neto (Avante) continuará afastado do cargo por decisão da Justiça criminal. A magistrada Thana Michelle Carneiro Rodrigues, da 57ª Zona Eleitoral, analisou os desdobramentos da Operação Cítrico e considerou que não há elementos definitivos para suspender o processo eleitoral.
O que impede Edvaldo Neto de assumir o cargo?
Apesar da diplomação ter sido confirmada, a juíza ressaltou que Edvaldo Neto está impedido de exercer suas funções por determinação da Justiça criminal. O afastamento tem caráter individual e não impede automaticamente a diplomação, mas a posse e o exercício do mandato dependerão da situação jurídica de cada eleito no momento da investidura.
Quem foi afetado pela decisão?
- Prefeito eleito Edvaldo Neto (Avante): diplomação mantida, mas segue afastado do cargo.
- Vice-prefeito eleito Evilásio Cavalcanti (Avante): diplomação mantida.
- Segundo colocado Walber Virgolino (PL): pedido para assumir o cargo foi rejeitado por falta de previsão legal.
Próximos passos e investigações
A juíza autorizou a inclusão de novos fatos da Operação Cítrico no processo eleitoral, incluindo o uso de provas oriundas da investigação criminal, como relatórios, documentos e depoimentos. Novas testemunhas também poderão ser incluídas. Pedidos de quebra de sigilo bancário e fiscal, assim como bloqueio de bens, foram negados por falta de elementos suficientes no momento.
Edvaldo Neto foi eleito no pleito suplementar realizado no dia 12 deste mês, mas foi afastado do cargo dois dias depois. A investigação apura suspeitas de desvio de recursos públicos, fraudes em licitações, lavagem de dinheiro e possível vínculo com organização criminosa.
A diplomação dos eleitos está marcada para o dia 25 de maio de 2026. A posse ocorrerá posteriormente, por ato do Poder Legislativo local, considerando a situação jurídica de cada eleito.
