João Pessoa revoluciona ensino fundamental com 22 laboratórios de ciências e mais de 8 kits pedagógicos para inspirar jovens cientistas

João Pessoa revoluciona ensino fundamental com 22 laboratórios de ciências e mais de 8 kits pedagógicos para inspirar jovens cientistas

Prefeitura de João Pessoa impulsiona o aprendizado científico com a implementação de 22 laboratórios e kits pedagógicos nas escolas municipais

A Prefeitura de João Pessoa, por meio da Secretaria de Educação e Cultura (Sedec), está ampliando o acesso à educação científica no município com a instalação de laboratórios de Ciências da Natureza em unidades da Rede Municipal de Ensino. Até o momento, 22 laboratórios completos foram implantados e mais 8 kits pedagógicos, destinados a escolas menores, já foram entregues, com a meta de distribuir um total de 48 unidades. Esta iniciativa visa fomentar a alfabetização científica e o ensino baseado em investigação entre os estudantes do Ensino Fundamental, oferecendo um ambiente propício para a experimentação, a criação e o desenvolvimento de novas ideias.

A secretária de Educação e Cultura, América Castro, ressaltou a importância estratégica da expansão da infraestrutura científica. “A implantação dos laboratórios de Ciências e a distribuição dos kits pedagógicos representam um passo estratégico da nossa gestão para fortalecer a aprendizagem dos estudantes. Estamos investindo não apenas em estrutura, mas em oportunidades concretas de desenvolver o pensamento científico, a curiosidade e o protagonismo dos nossos alunos. Nosso compromisso é garantir que todas as escolas, independentemente do seu porte, tenham acesso a recursos que tornem o ensino mais dinâmico, investigativo e conectado com a realidade”, destacou a secretária.

O coordenador de Ciências da Natureza da Sedec, professor doutor João Justino Barbosa, detalhou que a implantação ocorre de forma progressiva. “Nós já instalamos 22 laboratórios de Ciências na Rede Municipal de Ensino. No início de 2026, nós instalamos três novos laboratórios – na Escola Dom José Maria Pires, na Escola Professor Afonso Pereira da Silva e no Centro Escolar Municipal de Atividades Pedagógicas Integradoras (Cemapi), inaugurado recentemente”, informou.

Para atender escolas com menor estrutura física, a Sedec tem priorizado a distribuição de kits pedagógicos. “São kits para escolas que não têm estrutura física para receber um laboratório completo. Nesses casos, a Sedec encaminha um kit reduzido para que seja utilizado nas aulas de Ciências da Natureza, composto por materiais utilizados nos laboratórios. São oito laboratórios desses menores já entregues. A previsão é entregar mais 20 kits ainda este ano”, garantiu João Justino Barbosa.

A cobertura dos laboratórios e kits se estende por toda a cidade, abrangendo bairros como Bessa, José Américo de Almeida e Bancários, além de unidades em áreas como Bairro das Indústrias e Costa e Silva. Os laboratórios são equipados com materiais de ponta, incluindo microscópios trinoculares, esqueletos, lâminas com microrganismos, materiais luminários, amostras de rochas e minerais, e kits com cerca de 80 tipos de reagentes, modelos moleculares, ímãs e circuitos elétricos, visando um aprendizado lúdico e inovador nas disciplinas de Biologia, Física, Química e Geociência.

A Escola Municipal Aruanda, localizada no bairro dos Bancários, é uma das instituições beneficiadas. A professora Isabel Feitosa, que leciona para turmas do 8º e 9º ano, relatou o impacto positivo dos laboratórios. “A instalação de laboratórios muda a rotina pra melhor dos estudantes. O laboratório estimula a criatividade, a curiosidade e a autonomia. Então, deixo eles bem livres. Por exemplo, os alunos extraíram o DNA do morango e tiveram a ideia de ver no microscópio. Aqui é um espaço de livre pensamento”, observou.

O acesso aos laboratórios motivou a Escola Aruanda a criar um Clube de Ciências e a participar de olimpíadas científicas. “A gente se reúne justamente para utilizar o espaço, fazer atividades extracurriculares e se preparar para participar de olimpíadas científicas. Estamos nos preparando para a etapa municipal agora em maio e, posteriormente, vamos para a competição nacional. Atualmente, a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) é considerada a maior da Educação Básica”, comentou a professora.

A dedicação dos estudantes e professores já resultou em premiações para a Escola Aruanda, que foi a primeira da rede a conquistar ouro na Jornada Nacional de Foguetes da OBA. “Inclusive na competição realizada em 2025, no Rio de Janeiro, competindo com 99 equipes de todo o Brasil. A gente ficou em 12º lugar na competição geral, mas também ganhamos medalhas de ouro”, revelou Isabel Feitosa.

A estudante Alice Peres, de 12 anos, do 8º ano, é uma das participantes ativas. Ela auxiliou na extração de DNA de morango e está envolvida na construção de um foguete para a próxima etapa local da OBA. “O foguete que for mais longe, vence”, disse Alice, que também já conquistou medalha de prata em Artes com um trabalho focado na defesa ambiental. Ela expressou admiração pela Missão Artemis II da Nasa à Lua, comentando sobre os desafios e a importância da exploração espacial para a aquisição de conhecimento.

Sua colega de turma, Maria Rita, de 13 anos, também se sentiu beneficiada pelo aprendizado com os laboratórios. “Na Olimpíada do ano passado caiu uma ou duas questões de Astronomia sobre a Missão Artemis, inclusive sobre foguetes e eu já sabia a resposta. Fiquei muito feliz”, relatou, destacando que obteve ouro na prova escrita de foguetes, focando seus estudos em aerodinâmica.

Vinicius Otávio, 13 anos, aluno do 9º ano e integrante do Clube de Ciências, compartilha o entusiasmo. “Eu acho bem massa, bem criativo. Nosso foguete ainda está em preparo. Estudar para as Olimpíadas em um laboratório de Ciências como o nosso, realmente, ajuda muito a desenvolver o projeto e também na interação com os colegas de turma”, afirmou.

A professora Isabel Feitosa conclui que o laboratório de Ciências se tornou um “espaço de descoberta, de criatividade, de protagonismo” para os alunos, especialmente para os cerca de 80 inscritos da Escola Aruanda nas olimpíadas, que se reúnem em grupos para atividades extracurriculares, focando no desenvolvimento de projetos e na interação entre colegas.

Francisco Araújo

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *