Prefeito de Cabedelo é afastado e investigado por fraude milionária

Prefeito de Cabedelo é afastado e investigado por fraude milionária

Prefeito de Cabedelo é afastado em operação contra fraudes milionárias

O prefeito de Cabedelo, Edvaldo Neto, foi afastado do cargo nesta terça-feira (14) em uma operação da Polícia Federal que investiga um esquema de fraudes em licitações e desvio de recursos públicos que pode chegar a R$ 270 milhões. A ação, denominada Operação Cítrico, também apura o possível financiamento de uma facção criminosa.

O que aconteceu com o prefeito de Cabedelo?

Edvaldo Neto foi afastado de suas funções como prefeito de Cabedelo. A medida cautelar foi determinada pela Justiça como parte de uma investigação mais ampla que envolve a Polícia Federal, o Ministério Público da Paraíba (MPPB) e a Controladoria-Geral da União (CGU). O objetivo é aprofundar a coleta de provas e impedir a continuidade das atividades criminosas.

Quais são as acusações?

  • Suspeita de fraude em licitações públicas.
  • Desvio de recursos públicos.
  • Lavagem de dinheiro.
  • Financiamento de facção criminosa, com ligações à “Tropa do Amigão”, braço do “Comando Vermelho”.
  • Infiltração de membros da facção em setores da prefeitura.
  • Uso de contratos administrativos para manter poder e influência territorial.

O que fazer diante da investigação?

As investigações seguem em andamento. Os envolvidos poderão responder por crimes como frustração do caráter competitivo de licitação, desvio de recursos públicos e financiamento de organização criminosa. A força-tarefa busca coletar mais provas e garantir a integridade do processo.

Quem está sendo investigado?

Além do prefeito afastado Edvaldo Neto, a investigação mira um consórcio de agentes políticos, empresários e membros de organização criminosa. A ação cumpre 21 mandados de busca e apreensão e outras medidas cautelares, incluindo o afastamento de servidores públicos, para aprofundar a coleta de evidências sobre o esquema milionário.

Impacto dos desvios

As apurações indicam que o esquema utilizava a contratação fraudulenta de empresas para repassar dinheiro público diretamente para a facção criminosa. O montante sob suspeita de movimentação ilícita atinge R$ 270 milhões, envolvendo contratos milionários e a distribuição de vantagens indevidas.

Francisco Araújo

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