Deputado rebate colega sobre indicação em prefeitura

Deputado rebate colega sobre indicação em prefeitura

Romero contesta Sargento Neto sobre política de cargos

O deputado federal Romero Rodrigues (Podemos) veio a público rebater declarações do deputado estadual Sargento Neto (PL). A polêmica gira em torno da exigência de saída de aliados da gestão municipal de Bruno Cunha Lima (União Brasil) caso não sigam a orientação política do grupo para as eleições estaduais.

Sargento Neto havia defendido que auxiliares da prefeitura que não acompanhassem o posicionamento de Bruno, especialmente no apoio ao senador Efraim Filho (PL) ao governo estadual, deveriam entregar seus cargos. A declaração foi feita em entrevista ao blog do Milton Figueiredo.

Uma indicação a pedido do próprio colega

Em resposta, Romero Rodrigues negou veementemente fazer “política de cargos”, destacando sua trajetória administrativa. Ele afirmou que “todo mundo sabe que eu não vivo de pedir cargo a quem quer que seja” e que “passei oito anos na prefeitura nomeando e exonerando”.

O deputado federal revelou, inclusive, que a única indicação feita por ele na atual gestão teria sido, justamente, a pedido do próprio Sargento Neto. Segundo Romero, a nomeação da vereadora Fabiana Gomes para a Secretaria de Ciência e Tecnologia ocorreu para viabilizar que o irmão de Neto assumisse uma vaga na Câmara Municipal.

“Foi um pedido dele. Eu levei a Bruno, que atendeu. Então fica até estranho agora querer usar isso como argumento. Eu não vou pedir para tirar alguém e prejudicar o próprio irmão dele”, disparou.

O que o leitor precisa saber

Romero reforçou que não atua com base em indicações políticas e criticou, de forma indireta, a postura do deputado estadual. A troca de farpas eleva o tom da disputa dentro do grupo governista em Campina Grande.

Quem é afetado pela polêmica

A discussão afeta diretamente os apoiadores e aliados políticos dos deputados Romero Rodrigues e Sargento Neto, além de influenciar o cenário político municipal de Campina Grande e a articulação para as eleições estaduais.

A declaração de Romero sugere que a gestão municipal de Bruno Cunha Lima pode estar sob pressão de diferentes grupos políticos com agendas distintas.

Francisco Araújo

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