Fugitivo do Feminicídio no RJ: Homem de 56 anos preso em Campina Grande após quase 30 anos foragido
Polícia Civil da Paraíba captura foragido da justiça do Rio de Janeiro, procurado por feminicídio há quase três décadas.
Um homem de 56 anos, investigado por um crime de feminicídio ocorrido em 1997, foi preso nesta quinta-feira (12) em Campina Grande, Paraíba. A prisão foi realizada pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da cidade, cumprindo um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça do Rio de Janeiro.
O crime, que chocou a cidade de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, vitimou Maria da Penha Silva. A mulher foi assassinada com um golpe de faca no peito em plena via pública, e seu então companheiro logo se tornou o principal suspeito do brutal assassinato.
Após cometer o crime, o homem fugiu do estado e permaneceu foragido por quase 30 anos, despistando as autoridades. A Polícia Civil da Paraíba, através de diligências investigativas, conseguiu localizar o paradeiro do suspeito no bairro Estação Velha, em Campina Grande.
Um crime brutal e uma longa fuga
De acordo com as investigações, o feminicídio ocorreu no dia 28 de agosto de 1997. Maria da Penha Silva foi morta com um golpe de faca desferido no peito. O crime aconteceu em plena via pública, demonstrando a audácia do agressor.
Após o ato violento, o suspeito, conforme apurado, retornou à residência do casal, recolheu seus pertences e empreendeu fuga, desaparecendo do radar da justiça por longos anos. A prisão encerra um capítulo de impunidade que se estendia por quase três décadas.
A captura em Campina Grande
As investigações da DHPP de Campina Grande foram cruciais para a localização do foragido. Após um trabalho minucioso de inteligência e levantamento de informações, os investigadores conseguiram identificar o local onde o homem estava escondido.
O suspeito foi localizado no bairro Estação Velha, na cidade de Campina Grande. A prisão foi efetuada sem intercorrências e o homem foi conduzido à carceragem da Cidade da Polícia Civil, onde aguardará os procedimentos legais.
Próximos passos: à disposição da Justiça
Atualmente, o homem detido permanece à disposição do Poder Judiciário. Ele será submetido à audiência de custódia, onde as autoridades decidirão sobre as medidas cabíveis em relação à sua prisão e ao processo criminal.
A prisão representa um marco importante para a justiça, demonstrando que, mesmo após tantos anos, a busca por justiça para vítimas de feminicídio não se encerra. A Polícia Civil da Paraíba atuou de forma integrada com o sistema de justiça do Rio de Janeiro para garantir o cumprimento da lei.
