Ministro do STJ Marco Buzzi é Acusado de Assédio Sexual Contra Jovem de 18 Anos em Balneário Camboriú; CNJ Investiga em Sigilo
CNJ apura denúncia de assédio sexual contra Ministro do STJ Marco Buzzi em Santa Catarina
O ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), está sob investigação após ser acusado de assédio sexual contra uma jovem de 18 anos. O caso ocorreu em Balneário Camboriú, Santa Catarina, e já está sendo apurado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
De acordo com o CNJ, depoimentos foram colhidos na manhã desta quarta-feira (4). A investigação tramita em sigilo na Corregedoria Nacional de Justiça, uma medida necessária para garantir a intimidade e a integridade da vítima, além de evitar exposição indevida e revitimização.
As informações sobre a denúncia foram divulgadas pelo portal Metrópoles. Segundo o veículo, a jovem tem apenas 18 anos e é filha de um casal de amigos do ministro. O incidente teria ocorrido no dia 9 de janeiro, durante um encontro na praia.
Detalhes da Acusação em Balneário Camboriú
A jovem relatou que, enquanto estava na praia, foi em direção ao mar, onde o ministro Marco Buzzi também se encontrava. O suposto assédio teria acontecido na água, com o ministro tentando agarrá-la. Este relato constitui o cerne da denúncia que está sendo investigada pelo CNJ.
Após o ocorrido, a jovem comunicou o fato aos seus pais. A família, chocada com a situação, decidiu deixar o local e seguiu para São Paulo com o intuito de registrar um boletim de ocorrência. A tentativa de formalizar a denúncia, no entanto, encontrou um obstáculo.
Foro Privilegiado e Encaminhamento ao STF
A família da vítima foi orientada a procurar o Supremo Tribunal Federal (STF) para registrar a ocorrência. Essa orientação se deve ao fato de que ministros de tribunais superiores, como o STJ, possuem foro privilegiado, o que significa que investigações e processos contra eles devem tramitar em instâncias superiores.
O STJ e o CNJ não comentaram detalhes adicionais sobre o caso, reiterando a necessidade de manter o sigilo para proteger a vítima e garantir a lisura da investigação. A apuração busca esclarecer os fatos e determinar as responsabilidades no caso de assédio sexual.
