Mais de 145 cidades da Paraíba estão em situação de emergência por causa da seca e chuvas
Um total de 148 municípios da Paraíba está atualmente com decretos ativos de situação de emergência em decorrência de eventos climáticos extremos. Os problemas enfrentados pela população local dividem-se principalmente entre os impactos da estiagem severa e os estragos provocados por tempestades e fortes precipitações. A lista de localidades atingidas engloba desde grandes centros urbanos até municípios do interior, incluindo João Pessoa, Campina Grande, Patos e Sousa.
Os dados foram oficializados e consolidados pelo Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD), órgão vinculado ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional. De acordo com o levantamento, a estiagem representa o principal fator para a declaração de emergência no estado, afetando 108 cidades, enquanto outros 37 municípios registraram problemas graves causados por chuvas intensas.
Panorama dos impactos da estiagem e das chuvas intensas
A seca atinge com maior severidade as regiões do Sertão e do interior paraibano. Entre os 108 municípios afetados pela falta de chuvas estão Campina Grande, Patos, Sousa, Cajazeiras, Pombal, Monteiro, Picuí e São Bento. Nestas localidades, a escassez hídrica compromete o abastecimento e as atividades produtivas locais.
Por outro lado, 37 municípios lidam com as consequências de tempestades e alagamentos, a exemplo de João Pessoa, Bayeux, Santa Rita, Conde, Sapé, Alhandra, Pedras de Fogo e Rio Tinto. Parte dessas cidades registrou grandes volumes de precipitação acumulada no mês de maio.
O levantamento do S2iD aponta ainda a ocorrência de cenários simultâneos ou específicos em outros pontos do estado:
- Decretos simultâneos (estiagem e chuva): Aroeiras, Itabaiana, Mogeiro e Natuba.
- Emergência por alagamentos: Juarez Távora.
- Emergência por deslizamento de solo: Caaporã.
Liberação de recursos federais e ações de socorro
Com a homologação e o reconhecimento federal da situação de emergência, os governos municipais passam a ter respaldo legal para solicitar verbas da União. O objetivo da liberação financeira é custear o atendimento imediato às famílias atingidas e executar ações de recuperação nas áreas afetadas.
Os recursos federais repassados podem ser aplicados na distribuição de água potável por meio de carros-pipa, fornecimento de cestas básicas, refeições, materiais de higiene pessoal e kits de limpeza doméstica, além de financiar outras intervenções emergenciais da Defesa Civil.
Para obter o repasse financeiro, as prefeituras precisam mapear detalhadamente os danos causados, elaborar planos de trabalho e cadastrá-los na Defesa Civil Nacional através da plataforma S2iD. Após a submissão, os projetos passam por análise técnica do governo federal e, caso sejam aprovados, têm os valores devidos liberados por meio de portaria oficial publicada no Diário Oficial da União.
