MP Eleitoral apura falta de ônibus, uso de celulares e sorteio de moto na Paraíba

MP Eleitoral apura falta de ônibus, uso de celulares e sorteio de moto na Paraíba

O Ministério Público Eleitoral (MPE) instaurou apurações sobre ocorrências registradas durante a votação do segundo turno das Eleições 2026 na Paraíba. Entre os fatos sob investigação estão a escassez de ônibus coletivos na capital João Pessoa, o uso proibido de telefones celulares dentro das cabines de votação e um sorteio de motocicleta associado a um candidato no município de São Bento.

A atuação das equipes de fiscalização buscou conter os impactos das irregularidades no dia do pleito, além de coletar dados para embasar eventuais processos contra infratores da legislação eleitoral no estado.

Falta de transporte público mobiliza fiscalização em João Pessoa

Durante o período de votação, o MPE recebeu denúncias apontando que a falta de frota suficiente de ônibus coletivos prejudicou o deslocamento dos eleitores em João Pessoa. A irregularidade no serviço comprometeu o acesso direto aos locais de seção.

Para contornar a situação, o órgão acionou autoridades municipais e estaduais, incluindo a Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob) e o Departamento de Estradas de Rodagem (DER). Promotores realizaram inspeções técnicas nos pontos afetados e constataram a normalização do serviço durante o turno da tarde. As apurações sobre as causas das interrupções continuam.

Irregularidades com celulares e sorteio de motocicleta em São Bento

O MPE também registrou casos de eleitores que descumpriram a proibição do uso de aparelhos celulares na cabine de votação. A restrição prevista na legislação busca resguardar o sigilo do voto, impedindo esquemas de compra de votos ou coação.

No Sertão paraibano, no município de São Bento, os fiscalizadores identificaram a realização de um sorteio de uma motocicleta vinculada ao número de um candidato que disputava o segundo turno. O caso foi encaminhado para análise das autoridades competentes, que vão determinar a autoria e verificar se houve crime eleitoral.

Garantia da legitimidade do processo eleitoral

O procurador regional eleitoral na Paraíba, Marcos Queiroga, ressaltou que as fiscalizações ostensivas visam proteger a liberdade de escolha do cidadão e assegurar a estabilidade do pleito.

“Nosso trabalho foi assegurar que cada cidadão pudesse exercer livremente o direito de votar, sem pressões, constrangimentos ou qualquer forma de interferência indevida. O Ministério Público Eleitoral acompanhou as ocorrências e atua para que eventuais irregularidades sejam apuradas, sempre com o compromisso de proteger a liberdade do voto e a legitimidade do processo democrático”, afirmou Queiroga.

Todas as ocorrências notificadas seguem em fase de apuração técnica pelos promotores eleitorais do estado da Paraíba.

Francisco Araújo

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